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Preso tanto pelo mensalão quanto na operação Lava Jato, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares pretender se candidatar a deputado federal por Goiás. Em entrevista à Folha de São Paulo divulgada nesta quinta-feira (18), ele insiste que as acusações contra ele são mentirosas e deixa bem claro que, hoje, nada impede sua candidatura.
"Aí teve a denúncia do mensalão, em 2005. Uma mentira. Fui expulso do PT por seis anos. Passei os últimos 20 anos me defendendo de acusações falsas. [...] Fui intimado 93 vezes para ir à Polícia Federal e todas as perguntas eram repetidas. Mas faz parte da vida, é da política. Não tem nada contra Delúbio Soares hoje", contou.
O ex-tesoureiro aproveitou para citar outros envolvidos na onda de ex-réus do mensalão que estão voltando à política, como o então ministro da Casa Civil José Dirceu. Apesar disso, ele nega que o retorno seja uma espécie de "vingança" contra as acusações que considera injustas.
"O que isso sinalizou naquele momento? Que o PT é um partido que vai para a cadeia e leva junto os seus principais aliados. O PT sofreu um desgaste e isso se intensificou com a Lava Jato. Nem por isso saímos com mágoa do mundo. Temos que trabalhar e fazer com que a nossa explicação evite que novas gerações passem pelo que passamos", avaliou.
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Questionado sobre as bandeiras que pretende defender como deputado federal, Delúbio enfatizou o auxílio à governabilidade de um eventual quarto mandato do presidente Lula (PT), mas trouxe alguns temas que considera importantes.
Um dos temas diz respeito ao seu estado: hoje, a distribuição de energia em Goiás ocorre pelas mãos da Equatorial, a mesma por trás da Sabesp em São Paulo. Para Delúbio, a população estaria "sofrendo" com os serviços prestados pela companhia.
Outra pauta comumente trazida pela esquerda - sobretudo por nomes mais antigos - é a diversificação nos modais de transporte. Com a influência de Juscelino Kubitschek, somada ao desenvolvimento da indústria automotiva, à fragmentação das ferrovias e ao próprio perfil de desenvolvimento do país (caminhando para o interior), o Brasil tornou-se um país de rodovias.
A mudança mais radical defendida, porém, é na educação: hoje, as escolas municipais são destinadas à educação infantil, enquanto o ensino médio é oferecido por escolas estaduais. Delúbio acredita que o governo federal deve ficar responsável pelas duas etapas, e não mais apenas pelo ensino superior público.








