
Ouça este conteúdo
Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito governador de São Paulo neste domingo (4), no primeiro turno das eleições 2026. Com 62,65% dos votos válidos, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele voltou a derrotar o ex-prefeito da capital Fernando Haddad (PT), que ficou com 36,42%.
Dos 18 governadores em exercício que disputaram a eleição, 11 venceram no primeiro turno: oito reeleitos e três que conquistaram o primeiro mandato próprio, depois de assumir o cargo durante o mandato. Quatro foram derrotados e três disputarão o segundo turno, em 25 de outubro. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Oito governadores são reeleitos no primeiro turno
- Piauí: Rafael Fonteles (PT), 70,90%
- Santa Catarina: Jorginho Mello (PL), 68,98%
- Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (PP), 67,07%
- São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos), 62,65%
- Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD), 59,27%
- Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT), 55,80%
- Pernambuco: Raquel Lyra (PSD), 53,27%
- Ceará: Elmano de Freitas (PT), 53,19%
Rafael Fonteles teve o maior percentual entre os 18 governadores. No Piauí, ele derrotou Joel Rodrigues (PP), ex-prefeito de Floriano por quatro mandatos, que ficou com 27,54%. Aliado do ministro Wellington Dias (PT) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fonteles liderou as pesquisas durante toda a campanha, com uma coligação formada pelo Republicanos, o PDT, o MDB, o PSD, o PCdoB e o PV.
Em Santa Catarina, Jorginho Mello teve a vitória mais folgada entre os governadores do Sul e do Sudeste. Gelson Merísio (PSB) ficou em segundo, com 15,66%. Único governador do PL a disputar a reeleição, Mello teve embates com Lula e com o STF durante o mandato.
Mato Grosso do Sul foi o primeiro estado do país a definir o governador. Eduardo Riedel derrotou Fábio Trad (PT). Eleito pelo PSDB em 2022, Riedel migrou para o PP e montou a maior coligação da história das eleições estaduais sul-mato-grossenses, com nove partidos. A aliança incluiu o adversário de 2022, Renan Contar (PL). O PT, que fez parte da base do governador durante boa parte do mandato, deixou o grupo para lançar Trad e tentar voltar ao governo do estado após quase duas décadas.
Em Sergipe, Fábio Mitidieri venceu Valmir de Francisquinho (Republicanos). Mitidieri teve o apoio de Lula, e o PT não lançou candidato ao governo. Francisquinho, ex-prefeito de Itabaiana, voltou à disputa estadual depois de ter a candidatura negada em 2022.
Na Bahia, Jerônimo Rodrigues derrotou ACM Neto (União Brasil), ex-prefeito de Salvador. Os dois repetiram o confronto de 2022, quando Rodrigues venceu no segundo turno. O PT governa o estado desde 2007, e ACM Neto lidera o grupo político do avô, o ex-governador Antônio Carlos Magalhães.
Em Pernambuco, Raquel Lyra venceu o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB). A disputa reuniu herdeiros de dois ex-governadores que já foram aliados: Lyra é filha de João Lyra Neto, e Campos, filho de Eduardo Campos. Sem candidatos do PT nem do PL, a eleição ficou fora da polarização nacional.
No Ceará, Elmano de Freitas teve a vitória mais apertada entre os reeleitos. Ele superou Ciro Gomes (PSDB) por 6,97 pontos percentuais. Ciro é ex-governador do Ceará e ex-prefeito de Fortaleza, foi ministro nos governos Itamar Franco e Lula e disputou quatro eleições presidenciais.
Três governadores conquistam o primeiro mandato próprio
- Paraíba: Lucas Ribeiro (PP), 64,30%
- Mato Grosso: Otaviano Pivetta (Republicanos), 60,77%
- Goiás: Daniel Vilela (MDB), 59,17%
Os três assumiram o governo durante o mandato. Na Paraíba, Lucas Ribeiro derrotou Efraim Filho (PL). Em Mato Grosso, Otaviano Pivetta venceu Wellington Fagundes (PL).
Vice de Mauro Mendes (União Brasil), Pivetta assumiu o governo em março, após a renúncia do titular. Antes, foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos e deputado estadual.
Em Goiás, Daniel Vilela derrotou Wilder Morais (PL). Vilela era vice de Ronaldo Caiado (PSD) e assumiu o governo quando Caiado deixou o cargo para disputar a Presidência da República.
Quatro governadores são derrotados nas urnas
- Pará: Hana Ghassan (MDB), 46,53%
- Amapá: Clécio Luís (União Brasil), 36,97%
- Amazonas: Roberto Cidade (União Brasil), 21,91%
- Minas Gerais: Mateus Simões (PSD), 4,65%
No Pará, Hana Ghassan perdeu para Dr. Daniel (Podemos), eleito com 51,36%. Ghassan era vice de Helder Barbalho (MDB) e assumiu o governo quando Barbalho deixou o cargo para disputar o Senado.
Clécio Luís foi o único governador eleito em 2022 a perder a reeleição. No Amapá, ele foi derrotado no primeiro turno por Dr. Furlan (PSD), que teve 62,75%. Os dois são ex-prefeitos de Macapá. Luís teve o apoio de Lula e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). Furlan, cuja coligação reuniu o PL e o Novo, liderou as pesquisas durante toda a campanha.
No Amazonas, Roberto Cidade ficou em terceiro lugar. O segundo turno será entre o senador Omar Aziz (PSD), que teve 40,61%, e a Professora Maria do Carmo (PL), com 24,50%.
Em Minas Gerais, Mateus Simões teve o pior desempenho entre os 18 governadores e terminou em quarto lugar. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) venceu no primeiro turno, com 55,40%. Simões assumiu o governo após a saída de Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo para disputar a Presidência.
Três governadores disputam o segundo turno
- Distrito Federal: Celina Leão (PP), 49,93%
- Acre: Mailza Assis (PP), 49,76%
- Espírito Santo: Ricardo Ferraço (MDB), 34,06%
No Distrito Federal, Celina Leão ficou a 168 votos de vencer no primeiro turno. A diferença ainda pode mudar, porque 1.843 votos estão sub judice. Leão vai enfrentar Leandro Grass (PT), que teve 34,47%. Ela assumiu o governo em março, após a renúncia de Ibaneis Rocha (MDB), de quem era vice.
No Acre, Mailza Assis vai disputar o segundo turno com o senador Alan Rick (Republicanos), que ficou com 32,27%. No Espírito Santo, Ricardo Ferraço chega ao segundo turno em desvantagem. O ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) teve 49,65% e chegou a passar de 50% durante a apuração.








