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O governo de Santa Catarina informou que vai ingressar com uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida foi motivada por declarações do petista feitas durante um evento na cidade de Itajaí na última sexta-feira (26).
Em discurso, Lula disse que não se pode "permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo". "Não tem essa de um cara que é branco ser melhor do que o que é negro, ou o cara que é nordestino ser pior do que o do Sul do país. Que história é essa?", afirmou o petista, que ainda citou o ditador Adolf Hitler. "Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou."
Para o governador Jorginho Mello (PL), a declaração teve caráter discriminatório contra os catarinenses. "Uma coisa é o presidente me criticar ou vir a Santa Catarina dizer coisas que não condizem com a realidade. Isso faz parte do debate político e nós respondemos com fatos. Outra coisa, muito diferente, é chamar o povo catarinense de racista. Isso é criminoso, preconceituoso e ele precisa responder por isso", afirmou.
Mello também citou dados sobre migração para rebater Lula. De acordo com ele, Santa Catarina foi o estado que mais recebeu pessoas oriundas de outros estados nos últimos dez anos, chegando a mais de 500 mil novos moradores.
"Se aqui fosse esse lugar de preconceito que ele tentou pintar, por que tanta gente escolheria Santa Catarina para viver, trabalhar, criar seus filhos e fugir da violência e da desigualdade?", questionou.
A Presidência da República não se manifestou sobre as declarações feitas por Mello e o anúncio da representação pelo governo catarinense.








