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O deputado André Janones (Avante-MG) confirmou nesta quarta-feira (5) que voltará a atuar diretamente na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que reassumirá o papel desempenhado na eleição de 2022 e adotou um discurso de enfrentamento ao classificar a corrida eleitoral como uma "guerra".
Ao divulgar uma foto ao lado de Lula, Janones revelou que comunicou pessoalmente ao presidente sua decisão de integrar novamente a estratégia da campanha. Segundo o deputado, o objetivo é intensificar a atuação contra os adversários políticos.
“Aceitei a missão mais uma vez!”, escreveu. “Hoje à tarde avisei ao presidente, pessoalmente, que tô disposto matar ou morrer pra livrar nosso país da extrema direita de uma vez por todas.”
Na mesma publicação, o deputado sinalizou que pretende repetir a postura adotada na última disputa presidencial e afirmou que não pretende moderar o tom durante a campanha.
“Tirem as crianças da sala porque o jogo agora é de gente grande e eu, assim como há 4 anos atrás, farei o que precisa ser feito!”, completou. “Sem medo, sem pudor e sem remorso! Campanha fofa é o c* ! Vai começar! É guerra!”
Janones volta à campanha após saída de Marcola da equipe de Lula
Janones teve papel de destaque na campanha de Lula em 2022, quando integrou a equipe responsável pela comunicação digital. Naquele ano, o parlamentar abriu mão da candidatura à Presidência da República para apoiar o petista ainda no primeiro turno e passou a coordenar ações voltadas às redes sociais.
Após a eleição, o deputado continuou como um dos principais defensores do governo no ambiente digital. Embora permaneça filiado ao Avante, Janones participa com frequência de iniciativas ligadas à estratégia de comunicação do campo governista.
A postagem de Janones ocorre na mesma semana em que Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, anunciou a saída da equipe de campanha de Lula. O afastamento ocorreu após a repercussão das investigações que apuram suspeitas de corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro envolvendo o ex-assessor, o que ampliou a pressão política sobre sua permanência na equipe.




