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Campanha de Lula

Jovens deputados da “tropa de choque” de Lula admitem dificuldades nesta reta final

Lula
Novos deputados da esquerda defendem Lula nas redes, mas cobram mudanças na comunicação para tentar reverter vantagem de Flávio. (Foto: André Borges/EFE)

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Jovens deputados federais eleitos pela esquerda que passaram a integrar a estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno da eleição admitem dificuldades para reverter a vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O petista terminou o primeiro turno atrás do parlamentar com uma diferença de pouco mais de dois milhões de votos.

A campanha de Lula passou a ser fortemente criticada principalmente por aliados por não ter adotado uma linguagem mais jovial, fluída e digital ao longo do primeiro turno. Agora, tenta reverter a situação com o auxílio dos novos eleitos, principalmente aqueles que adotam uma postura de influenciadores digitais.

Entre os nomes convocados está Ana Elisa (PT-MG), 21 anos, eleita com 524. mil votos para representar Minas Gerais na Câmara dos Deputados. De acordo com ela, as redes sociais foram o único lugar que Lula perdeu e que precisa repensar as estratégias.

“Ficou provado para todos aqueles que achavam que rede social não elegia, que rede social elege, e o recado do cansaço, não das pessoas mais velhas, mas do jeito velho de fazer política. [...] Nós conversamos com a equipe de comunicação do presidente Lula, que levou adiante tudo o que eu e minha equipe passamos”, disse em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (8).

Pedro Rousseff (PT-MG), outro jovem eleito que participou das conversas com Lula, também defende uma mudança na estratégia. Ele afirmou que a campanha precisa discutir preços dos alimentos e da gasolina, segurança pública e outros temas de interesse direto do eleitor.

“É preciso mudar o modo como se comunica, mas, principalmente, o que nós estamos comunicando”, declarou à revista Veja.

Um dos nomes que mais ganharam espaço na campanha, o paulista Guilherme Cortez (PSOL-SP), eleito deputado federal com cerca de 275 mil votos, reconheceu que a direita avançou antes da esquerda na comunicação com os jovens.

“A direita tem acertado na forma, por qual meio, que é a rede social, principalmente, e no conteúdo”, afirmou à rádio CBN ressaltando que se a esquerda não ocupar esse espaço, “a gente vai perder essa disputa”. Apesar do alerta, Cortez declarou ter “plena convicção de que o Lula não vai perder para um Bolsonaro pior”.

No Distrito Federal, Fábio Félix (PSOL) defendeu uma reação imediata e afirmou que os parlamentares poderiam contribuir “organizando a juventude e fazendo, também, uma intervenção bem qualificada nas redes sociais”, em entrevista ao site Metrópoles. O deputado também anunciou a intenção de percorrer cidades do DF para apresentar sua avaliação sobre Flávio Bolsonaro.

Luna Zarattini (PT-SP), de 32 anos, também passou a integrar a mobilização e defendeu, em entrevista à AFP, uma “mobilização permanente” e afirmou ser necessário “fazer a juventude sonhar”.

A pressão por mudanças aumentou depois de o próprio presidente Lula reconhecer problemas na campanha. O petista afirmou ter feito uma campanha “aquém da minha possibilidade” e classificou a disputa como “a campanha menos organizada que participei desde 1989”. Depois disso, passou a publicar vídeos em formato “selfie”, estratégia defendida pelos jovens parlamentares.

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