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O coletivo "Judias e Judeus pela Democracia", que já havia declarado voto em Lula em 2022, voltou a se manifestar neste sábado (29) a favor da reeleição do petista nas eleições de 2026. O gesto foi interpretado como uma reação à indicação de Claudio Lottenberg, do hospital Albert Einstein, para um hipotético futuro ministério em um governo de Flávio Bolsonaro. A iniciativa procurou desvincular a entidade e reunia, em abaixo-assinado, mais de 1.100 assinaturas até esta segunda-feira (31).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornou persona non grata em Israel ao longo do seu terceiro mandato, após comparar a ofensiva na Faixa de Gaza ao que “a Alemanha nazista fez” durante a Segunda Guerra Mundial. O próprio coletivo divulgou, na época, uma nota classificando a comparação como uma "vergonha histórica", mas o episódio não é mencionado no novo manifesto.
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O documento foi encaminhado com exclusividade à coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo e confirmado pela Gazeta do Povo.
Democracia frágil
No texto, o coletivo afirma que a democracia brasileira é “frágil” e que a escolha pela chapa se dá diante de “discursos inconstitucionais” e de ameaças “aos direitos humanos” que circulariam como se fossem “propostas legítimas” entre os postulantes à Presidência.
Eles citam nominalmente propostas como a do candidato Renan Santos, do partido Missão — que usa o bordão "Prendeu, Matou" —, afirmando que a retirada de direitos reapareceria como "parte natural do debate" democrático.
O texto finaliza reconhecendo que Lula não seria um candidato ideal e que sua vitória não significaria que a democracia brasileira está “pronta”, mas ressalta que votar nele garantiria a “manutenção das condições” para a “luta democrática”.






