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A Justiça Eleitoral determinou nesta quinta-feira (22) que o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), preste um novo depoimento sobre o uso de um aparelho celular dentro da cabine de votação no primeiro turno da eleição, no dia 4 de outubro. Os mesários da seção onde ele votou em Araxá (MG) também deverão ser ouvidos.
O objetivo é esclarecer se os responsáveis pela seção eleitoral orientaram Zema sobre a proibição de entrar na cabine com o aparelho eletrônico. Após votar, o então candidato afirmou que não recebeu advertência dos mesários para deixar os celulares fora do espaço reservado à votação.
Em publicação nas redes sociais, Zema criticou a ordem afirmando que “o TSE cria uma ferramenta chamada ‘Colinha Virtual’, a gente usa e o MPE ajuiza uma ação CRIMINAL contra mim porque usei o celular”.
A ação de Zema levou o Ministério Público Eleitoral (MPE) a apresentar uma ação contra o político e apuração pela Justiça Eleitoral. A legislação eleitoral proíbe que o eleitor leve celular, câmera fotográfica, filmadora ou equipamento semelhante para a cabine de votação, com o objetivo de preservar o sigilo do voto.
Os dispositivos devem ser deixados com os mesários antes de o eleitor se dirigir à urna eletrônica. Apesar disso, Zema minimizou o descumprimento da legislação.
“Se eu tivesse roubado um celular e falasse que era pra comprar uma cervejinha estaria tudo bem. Mais um dia de Brasil”, completou na publicação.
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Naquele dia, o presidente do TRE-MG, Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que o ato pode “gerar pena de detenção”.
“Valem as regras, e as regras dizem que não é possível usar o celular na cabine de votação. Nós temos que apurar especificamente o caso, verificar os seus contornos para emitir uma opinião, para emitir um veredito, uma decisão final. Isso é irregular e caracteriza crime. Isso pode inclusive gerar pena de detenção”, afirmou a jornalistas.
Pouco depois, Romeu Zema justificou e afirmou que entrou com o celular na cabine de votação por hábito e que ninguém o lembrou que não poderia votar portando o aparelho.
“Eu ando com o celular o dia todo. Ele é quase como se fosse um dedo. Ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo. A cola eu levei no papel”, justificou.








