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Neutralidade

MDB confirma neutralidade ao Planalto e libera diretórios estaduais

Partido esteve no governo Lula, mas optou por não correr risco de racha e não apoiará candidatos à Presidência.
Partido esteve no governo Lula, mas optou por não correr risco de racha e não apoiará candidatos à Presidência. (Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)

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O MDB não apoiará nenhum candidato à Presidência, mas os diretórios estaduais estão liberados para definirem seus apoios. A convenção nacional foi conduzida na manhã desta segunda-feira (27) pelo presidente nacional, deputado federal Baleia Rossi (SP).

Maior partido do país em número de filiados (mais de 2 milhões), o MDB tem desde apoiadores do presidente Lula (PT), como o senador Renan Calheiros (AL) até nomes simpáticos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. De acordo com Baleia, a liberação é uma forma de fortalecer o partido, evitando rachas.

"Nossa vontade sempre é ter candidatura própria, mas vivemos um momento de muita radicalização, e o MDB tem essa característica de ter uma posição sempre equilibrada para fazer a diferença nas grandes discussões do País. Tendo uma força significativa no Congresso Nacional, vamos conseguir ajudar o País a avançar, crescer e se desenvolver", afirmou.

Hoje, o MDB possui o controle de cinco estados e cerca de 856 prefeituras. No Congresso, são dez senadores e 38 deputados federais, a sétima maior bancada. O partido irá para as eleições com dez candidatos a governador e candidaturas ao Senado por 18 dos 26 estados.

Posicionamentos divergentes já levaram a crise no DF

Celina adotou posturas que desagradaram Ibaneis. Após o anúncio do rompimento, ela rebateu: "sucessão nunca será submissão". Celina adotou posturas que desagradaram Ibaneis. Após o anúncio do rompimento, ela rebateu: "sucessão nunca será submissão". (Foto: Rinaldo Morelli/Agência CLDF)

Um dos sintomas da diversidade de posicionamentos ocorreu logo após o rompimento entre o ex e a atual governadora do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) e Celina Leão (PP). Mesmo assim, o presidente da executiva e da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Wellington Luiz, minimizou o conflito e reafirmou apoio a Celina. O posicionamento fez com que deputados distritais solicitassem uma intervenção do diretório nacional. No fim das contas, houve um acordo em prol da gestão compartilhada.

"O conflito interno no Distrito Federal está demonstrado por atos públicos, manifestações de dirigentes, reação da governadora, reposicionamento de alianças e divergência entre a linha nacional de protagonismo do MDB e a linha local de acomodação ao projeto de reeleição da atual mandatária", diz o ofício, obtido pelo portal Metrópoles.

Partido teve três ministérios no governo Lula

Movimentação de Tebet começou com oposição na corrida ao Planalto e terminou com filiação ao PSB de Alckmin. Movimentação de Tebet começou com oposição na corrida ao Planalto e terminou com filiação ao PSB de Alckmin. (Foto: Diogo Zacarias/MF)

Apesar da neutralidade, a legenda acumulou três pastas na quinta gestão petista. Simone Tebet disputou a Presidência contra Lula, mas deixou as críticas de lado e assumiu o Ministério do Planejamento e Orçamento. Ela abandonou o MDB e se filiou ao PSB, partido pelo qual disputará o Senado por São Paulo.

As outras duas pastas foram ocupadas por filhos de dois caciques da legenda. Renan Filho e Jader Filho abandonaram a Esplanada para concorrer, respectivamente, ao governo de Alagoas e a deputado federal pelo Pará.

"Nossa meta é eleger pelo menos 50 deputados federais, uma meta ousada. Eu tenho muita segurança de que vamos fazer mais de 45 deputados federais e vamos fazer de dez a doze senadores", disse o dirigente.

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