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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (29) que ele e seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), ganharão as eleições deste ano mesmo que “só errem daqui para frente”. O petista discursou durante a convenção nacional do PSB, que confirmou Alckmin na chapa que disputou a reeleição.
“Eu e o Alckmin vamos ganhar as eleições. Não há nenhuma razão, mesmo se só errarmos daqui para frente, o acerto foi tanto, que a gente não perde essas eleições”, sustentou Lula. Adversários políticos durante anos, os dois decidiram formar uma chapa presidencial para disputar o pleito de 2022.
“Com o Alckmin, a gente nunca pensa que vai dormir e terá um golpe no dia seguinte, porque ele, antes de tudo, é um homem de muita lealdade, de muita capacidade de trabalho e de muita honestidade. Sou muito grato de ter o Geraldo como meu vice”, enfatizou o presidente.
Lula relatou que na primeira conversa evitou convidar Alckmin para ser seu vice. "Não tive coragem... Era o primeiro encontro, ninguém consegue namorar abruptamente no primeiro encontro", brincou o petista.
"Tive dois vices na minha vida. O companheiro José Alencar, que foi uma obra prima de ser humano, é irretocável. E tive o prazer de, seguindo conselhos e amigos, procurar o Geraldo para conversar", disse Lula.
"Deus, pátria, família e liberdade" é bordão dos "extremista", diz Alckmin
Durante seu discurso, Alckmin citou o slogan “Deus, pátria, família e liberdade” para criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Não muito tempo atrás a gente ouvia pelas ruas do Brasil o bordão dos extremistas: ‘Deus pátria, família e liberdade’", criticou.
“Deus é amor, é misericórdia. Não é possível usar o nome de Deus em vão para promover a violência, o ódio, para arquitetar o assassinato daqueles que o povo legitimamente elegeu. Pátria não é entreguismo, não é trabalhar lá fora contra os interesses de nosso país… Não é possível falar em liberdade, querendo derrubar a democracia”, apontou o vice-presidente.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela suposta tentativa de golpe de Estado. Entre as acusações, estava o planejamento do assassinato de Lula, Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).




