
Ouça este conteúdo
O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) pediu à Justiça que a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) pague R$ 500 mil por dano moral coletivo após uma postagem em que questiona se empresários deveriam manter em seus quadros funcionários que votaram no presidente Lula (PT). Na publicação, ela sugere que o empregador consulte as redes sociais do funcionário em busca de sinais de posicionamento político. A ação civil pública foi protocolada nesta terça-feira (27).
"Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez 'L'. Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários", publicou.
O MPT-RJ argumenta que o texto estimula o assédio eleitoral e a discriminação por posicionamento político. A petição ainda defende que a imunidade parlamentar deve ser descartada se servir como tentativa de proteger discursos discriminatórios.
Há, ainda, um pedido de liminar para que a publicação seja removida em até 24 horas e que a parlamentar seja obrigada a postar que empregados podem escolher livremente seus candidatos e que os empregadores não podem demitir ninguém por conta de posicionamento político. Em caso de descumprimentos, pede que sejam aplicadas multas de R$ 100 mil.
VEJA TAMBÉM:
O que diz a parlamentar
Por meio de um vídeo, a parlamentar comentou a divulgação da ação. Ela explicou que adere à campanha "não contrate quem odeia empresário".
"Eu só tô falando o seguinte: você, empresário conservador, tome cuidado, porque o cara que pensa que você é o câncer do mundo, o que que ele pode fazer com a sua empresa agora?", pontuou
A parlamentar ainda afirmou que o país vive uma ditadura e defendeu dividí-lo em dois.
"Quem gosta do PT vai lá na maior concentração, onde? No Nordeste, onde as dez cidades mais violentas estão lá, as dez cidades mais analfabetas estão lá e as dez cidades mais pobres estão lá. Vai pra lá. E quem quer o conservadorismo, vem pra cá. E a gente divide, é igual isso. O empresário petista, esquerdista, contrata essa galera e esquece a gente, cara, esquece quem é conservador e a gente contrata quem tem o mesmo pensamento que o nosso, que é produzir, que quer crescer", completou.
A Gazeta do Povo entrou em contato com o gabinete de Índia Armelau. O espaço segue aberto para manifestação.




