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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) conseguiu ampliar de três para quatro o número de representantes na Câmara dos Deputados. A votação desse domingo (4) fez Rosa Amorim (PT-PE) passar de deputada estadual para deputada federal. Ela foi a mais votada do PT em Pernambuco.
Nas redes sociais, a jovem de 29 anos classificou a vitória como "histórica", por ser, de acordo com ela, "a primeira deputada federal sem-terra e sapatão de Pernambuco". Ainda de acordo com a própria campanha, ela foi diretora de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE) e dirigente do Levante Popular da Juventude.
Em 2022, o movimento já havia colocado na Câmara três de seus membros: Valmir Assunção (PT-BA), Marcon (PT-RS) e João Daniel (PT-SE). Todos foram reeleitos. Nos últimos anos, MST fixou como uma de suas estratégias a ocupação de cargos públicos para avançar com pautas da reforma agrária. Com a nova composição, o grupo diz que pretende avançar no "apoio à democratização do acesso à terra".
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A Bahia elegeu o PT em todos os cargos majoritários. Jerônimo Rodrigues foi reeleito ao governo e Jaques Wagner ao Senado. Rui Costa também assume uma vaga na Casa Alta. A bancada baiana já possui o senador Otto Alencar que, apesar de estar filiado ao PSD, já declarou apoio a Lula.
Em Sergipe, a disputa pelo Senado rendeu uma vaga para cada lado. Rogério Carvalho (PT) ficou com a primeira vaga, enquanto Alessandro Vieira (MDB) obteve a segunda. O governador Fábio Mitidieri (PSD) foi reeleito.
No Rio Grande do Sul, o nome apoiado pelo PT, Juliana Brizola, não conseguiu vencer Zucco (PL), que foi eleito no primeiro turno. As duas cadeiras do Senado foram para dois nomes da direita: Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo).
Em Pernambuco, o nome de Lula era João Campos (PSB), que perdeu para Raquel Lyra (PSD), reeleita governadora. Por outro lado, o partido conseguiu reeleger Humberto Costa, além de ver a vitória da aliada Marília Arraes (PDT).
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Movimento também elegeu deputados estaduais
Também foram reeleitos como deputados estaduais três integrantes: Adão Pretto Filho (PT-RS), Marina do MST (PT-RJ) e Missias Dias (PT-CE). O movimento conquistou ainda uma vaga na Assembleia Legislativa de Sergipe com a eleição de Camilo Daniel (PT-SE).
No lado oposto do espectro, Pedro Pôncio (Novo-SP) tornou-se conhecido por definir-se como "ex-MST" e tecer críticas ao movimento. Ele afirma que viveu cerca de dez anos no MST, rompeu com o grupo e fundou o MST Zero, de oposição ao movimento. Ele concorreu a deputado federal, mas não foi eleito.




