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Eleições 2026

MST quer taxar agro e defende Cuba e Venezuela da “perseguição dos EUA”

Lula
Movimento reafirma apoio à reeleição de Lula apesar de críticas à lentidão da reforma agrária no atual governo. (Foto: Joedson Alves/EFE / arquivo)

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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou nesta quarta-feira (29) um manifesto com 15 compromissos para as eleições de 2026, no qual defende a taxação do agronegócio, mudanças na política econômica e apoio a Cuba, Venezuela, Haiti e Palestina. O documento também confirma o apoio à campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e na apresentação de candidatos próprios aos cargos de deputado federal e estadual.

Ao apresentar o texto, o MST afirmou que “os desafios do Brasil exigem compromisso com a soberania, a justiça social, a defesa da natureza e dos povos”. Segundo o movimento, as propostas fazem parte da construção de um “Projeto Popular para o Brasil” para o próximo ciclo eleitoral.

Entre as principais bandeiras está a reforma agrária, considerada a principal pauta histórica da organização. O manifesto defende a desapropriação de “latifúndios improdutivos e que cometem crimes ambientais e trabalhistas”, mesmo após críticas feitas pelo próprio movimento ao ritmo dos assentamentos e à falta de recursos durante o atual governo.

Apesar dessas cobranças, o documento reafirma apoio político ao presidente, classificando como “tarefa prioritária de eleger Lula, governos e parlamentares de esquerda comprometidos com a transformação do Brasil”.

O manifesto também reforça o posicionamento ideológico da organização ao defender a construção de um “projeto popular para o Brasil e lutar pelo Socialismo". O movimento ainda propõe “enfrentar o capitalismo, o racismo, o patriarcado e o sexismo; combater o individualismo, o consumismo, o medo e a resignação”.

Entre os principais eixos defendidos pelo MST no documento estão:

  • Apoio à reeleição de Lula e de candidatos de esquerda;
  • Ampliação da reforma agrária com desapropriações;
  • Taxação do agronegócio e dos agrotóxicos;
  • Revogação da Lei Kandir;
  • Combate ao arcabouço fiscal e redução dos juros;
  • Proibição das bets;
  • Maior fiscalização sobre bancos e fintechs;
  • Defesa do socialismo;
  • Solidariedade a Cuba, Venezuela, Haiti e Palestina.

Mudanças econômicas radicais

O novo manifesto do MST também propõe mudanças na condução da política econômica do país, como o combater ao arcabouço fiscal que limita os gastos do governo, “recuperar” o controle do Banco Central e reduzir a taxa de juros atualmente em 14,25%.

Outro ponto do manifesto trata da regulamentação do mercado financeiro e das apostas esportivas. O MST propõe proibir as bets e ampliar a fiscalização sobre bancos e fintechs que, segundo o documento, lucram com operações de crédito consignado destinadas a servidores públicos e aposentados.

Na política internacional, o movimento reafirma apoio a governos e causas que considera aliados históricos. O manifesto promete “mobilizar esforços em solidariedade a Cuba, Venezuela, Haiti e Palestina, diante da perseguição e cerco dos EUA e Israel”.

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