
Ouça este conteúdo
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kássio Nunes Marques, afirmou neste domingo (25) que a Corte acompanha a mobilidade dos eleitores neste segundo turno da eleição presidencial e em mais cinco estados e no Distrito Federal. Isso, porque, capitais como Salvador e São Paulo e cidades em outras regiões do país tiveram registros de dificuldade de deslocamento.
“Temos, neste pleito, a primeira ação nacional da Justiça Eleitoral em favor do transporte do eleitor [...] temos até o momento o deferimento de 2,5 mil pedidos”, afirmou se referindo ao transporte de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, quilombolas, indígenas e ribeirinhos.
Em relação ao transporte de indígenas e ribeirinhos, Nunes Marques afirmou que já existia um plano em vigor tocado pelo TSE e que acatou à decisão da Justiça Federal que reforçou a necessidade da medida que, segundo uma denúncia apresentada anteriormente, estaria dificultando o cadastro de operadores. Já em relação aos casos de Salvador e São Paulo, o presidente do TSE não respondeu diretamente, mas disse que as dificuldades estão sendo corrigidas.
Durante a coletiva de imprensa da tarde, Nunes Marques afirmou que a eleição transcorre como o planejado e que apenas 900 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas, de um total de mais de 48 mil disponíveis em contingência, e que nenhuma seção eleitoral precisou adotar o método manual de votação. O presidente afirmou, ainda, que mais de dois milhões de eleitores já justificaram a ausência na votação.
Em outro momento da entrevista, Nunes Marques afirmou que foram registradas apenas 138 ocorrências de crime eleitoral, um número considerado baixo por ele, sendo 40 casos de tentativa de violação do sigilo do voto, 19 de propaganda irregular,16 de boca de urna e três de compra de votos.
Ao ser questionado por jornalistas sobre supostas intervenções sobre canais de conteúdo político no WhatsApp, como no caso da interrupção do “Exército do Lula”, Nunes Marques afirmou que não tomou nenhuma decisão individual e que todas foram referendadas em colegiado. De acordo com ele, não houve qualquer favorecimento a nenhum dos dois candidatos.
VEJA TAMBÉM:
Por outro lado, Nunes Marques afirmou que, neste momento, não se discute nenhuma possibilidade de que a eleição em si possa ser judicializada ou estendida para uma nova votação por conta de ações de ambas as campanhas com relação ao uso das plataformas de redes sociais – em especial a Meta, dona do WhatsApp, Instagram e Facebook.
Isso, porque, tanto a coordenação da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como a do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), devem acionar a Justiça contra a empresa.
“A Justiça Eleitoral deve se debruçar sim sobre todas as demandas. [...] Cada agonia ao seu tempo, a de hoje é entregarmos uma eleição segura, pacífica e transparente”, pontuou.
O ministro ainda citou que a sala de situação de combate à desinformação teve um reforço de equipes para analisar e conter a circulação de notícias que “são nocivas à democracia”. De acordo com ele, o segundo turno da eleição presidencial teve um aumento considerável de mensagens suspeitas.







