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Candidato ao Senado

Dallagnol defende legado da Lava Jato e nega contradição no uso do fundo eleitoral

Dallagnol também respondeu a uma pergunta sobre a aliança do Novo com o PL, presidido nacionalmente por Valdemar Costa Neto (PL), que foi preso por corrupção no âmbito do Mensalão. (Foto: Reprodução/RPC TV)

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Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo Paraná, defendeu nesta quarta-feira (2) o legado da Operação Lava Jato e afirmou que a força-tarefa “colocou bandido na cadeia pela primeira vez na história”.

Em sabatina do Meio-Dia Paraná, da RPC TV, o ex-deputado federal também negou contradições em seu discurso “antissistema” e defendeu a criação de um “juízo de ponderação” para validar provas obtidas de forma ilícita.

O candidato iniciou a entrevista falando sobre a situação de sua candidatura.

Na terça-feira (1º), a Justiça Eleitoral negou pedidos de provas e encaminhou a candidatura para julgamento.

Deltan se recusou a reconhecer a incerteza sobre a validade do registro de sua candidatura, enviado para parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) nesta semana.

“Sem dúvida nenhuma eu estou sim elegível, tanto que estou aparecendo nos programas eleitorais e participando dessa sabatina. O que existe é uma narrativa contrária por parte do PT”, disse.

Fundo eleitoral

O candidato ao Senado também respondeu a perguntas sobre seu posicionamento “antissistema”, já que, apesar de criticar o uso do fundo eleitoral, sua campanha utiliza R$ 800 mil em recursos do fundo eleitoral e do fundo partidário.

“Em campanha eleitoral, o dinheiro tem uma grande correlação com votos, as pesquisas mostram isso. Nós somos contra a existência de dinheiro público em campanha, mas nós temos que reconhecer que você ir para uma competição eleitoral sem usar o dinheiro público destinado para isso é a mesma coisa que você ir para uma guerra usando um estilingue contra uma metralhadora”, disse.

Deltan ainda citou a intenção de fazer alterações nos fundos quando eleito.

“Os meus eleitores mesmo me pedem para usar o fundo e, se eu não usar, vai ser usado pelo sistema, pelos corruptos, pelos fisiológicos. Agora, o meu compromisso é, chegando lá dentro, votar sempre que tiver uma proposta de redução ou extinção do fundo eleitoral”, completou.

Aliança política e propostas

O candidato respondeu a uma pergunta sobre a aliança do Novo com o PL, presidido nacionalmente por Valdemar Costa Neto (PL), que foi preso por corrupção no âmbito do Mensalão.

“A gente tem uma aliança com o PL no Paraná, que é Sérgio Moro (PL) para governador e Filipe Barros (PL) para senador junto comigo. A gente não tem uma aliança nacional com o PL. Eu defendo que cada um responda pelos seus atos, seja investigado, responsabilizado e defendo punições firmes para quem pratica qualquer tipo de desvio”, afirmou.

Impeachment de ministros do STF

A entrevista também abordou pautas defendidas pelo candidato, como o quórum de maioria simples do Senado, e não dois terços, para a votação de processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele classificou a proposta como “extremamente importante” ao atribuir o grau de prioridade que dará à proposta.

“Proponho que, quando exista um pedido de impeachment e o presidente do Senado não avaliar em 15 dias, que essa votação vá ao plenário do Senado. Se ele [presidente] for contra a instauração do processo de impeachment, que possa existir um recurso para o plenário, para que o plenário soberano do Senado Federal possa decidir”, defendeu.

Outra de suas pautas é a criação de um “juízo de ponderação” sobre provas ilícitas “produzidas de boa-fé”.

A proposta busca garantir o aproveitamento de provas mesmo que um tribunal posteriormente revogue a decisão judicial que autorizou a operação que as coletou.

Para ele, a medida fecharia brechas que permitem a anulação de provas.

“A simples discordância sobre interpretação jurídica gera uma nulidade que derruba os casos. A Lava Jato colocou bandidos na cadeia pela primeira vez na história, recuperou bilhões para a sociedade. A partir de um determinado momento, o sistema reagiu, anulando condenações”, disse.

Ainda segundo o ex-procurador, a jurisprudência construída nos Estados Unidos sobre o tema traz “distinções claras” sobre o que seria boa-fé e má fé na produção de provas e sanaria alegações sobre subjetividade do conceito.

Nesta quinta-feira (3), as sabatinas continuam com a presença de Filipe Barros (PL), que também disputa o Senado. Na sexta-feira (4), a candidata entrevistada será Cristina Graeml (PSD).

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