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Deltan eleito senador

Eleito senador, Deltan afirma que “Paraná decidiu não se dobrar”

Eleito ao Senado pelo Paraná, Dallagnol se maninfestou após resultado ser divulgado pelo TSE
Eleito ao Senado pelo Paraná, Dallagnol se maninfestou após resultado ser divulgado pelo TSE (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

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Após ser eleito senador pelo Paraná na noite deste domingo, Deltan Dallagnol (Novo) afirmou que o "Paraná decidiu não se dobrar". Com 99,72% das urnas apuradas no estado, Dallagnol teve 25,16% ou 2,8 milhões de votos.

"Por 15 dias, me impediram de pedir votos, o mais básico em uma eleição, o direito político mais básico de um cidadão. Por 15 dias, me proibiram de ter equipe, de distribuir materiais, de impulsionar conteúdos. Por 15 dias tentaram dobrar a democracia, tentaram calar não a voz de uma pessoa, mas a voz do povo paranaense", disse Deltan em entrevista coletiva após a eleição. 

O candidato foi proibido de realizar atos de campanha pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 21 de setembro. Na noite de sábado (3), o ministro da Corte Eleitoral Floriano de Azevedo Marques cassou o registro do candidato, atendendo ao recurso da Federação Brasil da Esperança do Paraná (PT, PCdoB e PV) e da coligação “Paraná para Todos”.

Na manhã deste domingo, após recurso da defesa de Dallagnol, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reverteu a decisão monocrática do relator, restabeleceu o registro de candidatura de Dallagnol e determinou que os votos atribuídos a ele fossem considerados na apuração após o encerramento da votação.

“A quatro horas das eleições, um ministro em Brasília, aliado de Alexandre de Moraes, nomeado por Lula, esse ministro tentou confundir a cabeça do paranaense, colocar dúvida, dizer: 'Não vote em Deltan'”, comentou Dallagnol.

Segundo o senador eleito, a voz do Paraná precisa ser ouvida pelo Brasil, porque o estado disse que não se dobraria a Brasília. “Nós não vamos nos dobrar ao sistema de abuso, de corrupção e de arbítrio judicial”, disse.

O ex-procurador da Lava Jato ainda afirmou que não há gigantes em Brasília. “Não tem exército 500 vezes maior. Em Brasília não tem leões, em Brasília tem bandidos na política e que vestem toga e que nós vamos enfrentar.”

O senador eleito também afirmou que irá enfrentar o crime. “Criminosos, nos aguardem, o seu lugar é na cadeia. Crime organizado, nos aguarde, o seu lugar é na cadeia. Bandidos que usam toga, nos aguardem, o seu lugar é na cadeia”, afirmou.

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