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Quadro histórico

Patrus Ananias anuncia pré-candidatura ao governo de Minas Gerais pelo PT

O deputado federal e ex-ministro Patrus Ananias (PT-MG) confirmou a pré-candidatura após reunião com a Executiva Estadual do PT, em Belo Horizonte
O deputado federal e ex-ministro Patrus Ananias (PT-MG) confirmou a pré-candidatura após reunião com a Executiva Estadual do PT, em Belo Horizonte (Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)

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O deputado federal e ex-ministro Patrus Ananias (PT-MG) anunciou nesta segunda-feira (20) que é pré-candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026.

Patrus confirmou a pré-candidatura após reunião com a Executiva Estadual do PT, em Belo Horizonte, oficializando uma decisão que o partido e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acertaram na semana passada.

A definição encerra semanas de impasse sobre quem representaria o PT no segundo maior colégio eleitoral do país. O estado ocupa posição estratégica nas disputas presidenciais por funcionar como um termômetro das eleições nacionais.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Patrus disse que pretende percorrer todas as regiões do estado para ouvir a população e construir um programa de governo.

Segundo o parlamentar, o objetivo é impulsionar o desenvolvimento econômico de Minas Gerais, gerar empregos e reduzir as desigualdades no estado.

"Hoje, aceito um novo desafio: ser pré-candidato ao governo de Minas Gerais", disse Patrus em vídeo publicado no X.

Na semana passada, Lula recebeu Patrus no Palácio da Alvorada para tratar da sucessão estadual. O encontro consolidou a escolha do deputado como candidato do PT em Minas, encerrando as discussões internas sobre quem representaria o partido na disputa.

Patrus é um dos quadros históricos do PT em Minas

Aos 74 anos, Patrus é um dos quadros históricos do PT. Foi prefeito de Belo Horizonte entre 1993 e 1996, ministro do Desenvolvimento Social nos governos Lula, quando coordenou a implantação do Bolsa Família, e ministro do Desenvolvimento Agrário no governo Dilma Rousseff. Atualmente, exerce mandato de deputado federal por Minas Gerais.

A definição de um candidato próprio era tratada como prioridade pelo Palácio do Planalto para fortalecer a campanha de reeleição de Lula.

Desgaste interno

A definição de Patrus também ocorre em meio a desgastes internos no diretório mineiro do PT.

A ex-prefeita de Contagem (MG), Marília Campos (PT), recusou o convite para disputar o Palácio Tiradentes. Ela pretende concentrar seus esforços na candidatura ao Senado.

O PT também tentou construir uma aliança em torno do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), mas as negociações não avançaram.

Durante as negociações, Marília Campos defendeu que o partido abrisse mão de uma candidatura própria e apoiasse o pré-candidato do MDB ao governo de Minas, Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte.

A direção nacional do PT rejeitou a proposta e decidiu lançar um nome da própria legenda.

Azevedo ganhou projeção nacional ao defender o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2016, quando era vereador da capital mineira, e, desde então, tem mantido posições críticas ao PT.

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