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Eleições 2026

PL aciona TSE contra rede de perfis falsos por ataques a Flávio Bolsonaro

PL pede ao TSE a remoção de anúncios impulsionados por uma suposta rede de perfis falsos e a identificação dos responsáveis.
PL pede ao TSE a remoção de anúncios impulsionados por uma suposta rede de perfis falsos e a identificação dos responsáveis. (Foto: Luiz Roberto/TSE)

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O Partido Liberal (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para denunciar uma suposta rede de perfis falsos usada para atacar integrantes da legenda, entre eles o senador Flávio Bolsonaro.

A sigla aponta que a estrutura opera com contas temporárias, de baixa audiência orgânica, criadas para ampliar a circulação de conteúdos negativos nas redes sociais.

Um levantamento apresentado pelo partido identificou 51 páginas com essas características. Entre março e o fim de junho, os perfis promoveram 4.607 anúncios impulsionados, que acumularam cerca de 250 milhões de visualizações.

O relatório também registra despesas de aproximadamente R$ 3 milhões, além de US$ 20 mil e 42 mil pesos colombianos destinados às publicidades. De acordo com a estimativa do PL, os conteúdos alcançaram entre 77 milhões e 137 milhões de usuários no Facebook e no Instagram.

PL pede dados à Meta para identificar autores de anúncios

Embora cada perfil reúna menos de 400 seguidores, as páginas alcançam milhões de pessoas por meio da compra de tráfego pago. Uma das publicações associa Flávio Bolsonaro a milícias, enquanto outra classifica o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como traidor.

Os perfis investigados adotavam nomes como Radar do Planalto, Dossier Brasil 24H, O Contra-Fluxo, Panorama Brasil, Olho no Erro, Contra a Maré e Lente Escura.

Na ação protocolada no TSE, o partido pede a remoção dos anúncios considerados irregulares e solicita que a Meta forneça informações, como endereços de IP, para permitir a identificação dos responsáveis pelas publicações. A legenda afirma, ainda, acreditar que a rede investigada seja maior do que a estrutura mapeada no levantamento.

Meta diz que restringe anúncios sobre política e eleições

Em seu portal, a Meta, empresa responsável pelo Facebook e pelo Instagram, informa que suas regras limitam a publicidade paga relacionada a temas sociais e eleitorais, "exigindo autorização e transparência".

A companhia também afirma que o "conteúdo orgânico é permitido, mas a plataforma limita proativamente a recomendação de material político, foca moderação automatizada em violações graves e remove conteúdos que alterem processos políticos".

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