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A onda da direita conservadora varreu as cadeiras na disputa ao Senado nas eleições deste domingo (4) com 19 senadores eleitos pelo Partido Liberal (PL). A sigla já era a maior bancada do Senado com 16 cadeiras e irá ampliar o domínio com 28 senadores a partir do próximo ano.
O resultado coloca o PL na história da política brasileira como a maior bancada já eleita por um partido. Oito parlamentares do PL foram eleitos nas eleições de 2022 e têm mandatos até 2030. Além disso, um suplente assume uma cadeira. A bancada de 28 parlamentares supera o número de senadores do antigo PMDB, que passou de 22 para 27 senadores após as eleições de 1998.
Assim, o PL terá 34% das cadeiras do Senado, que é composto por 81 parlamentares. O partido ainda tem o reforço do Novo, que elegeu Marcel Van Hattem no Rio Grande do Sul e Lahesio Bonfim no Maranhão, além do ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol, que foi o mais votado ao lado do aliado Filipe Barros (PL-PR) na aliança da direita paranaense. A candidatura de Dallagnol ainda deve ser julgada pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Sob a liderança do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a articulação da direita para ampliação da força política no Senado deve incluir aliados de partidos da centro-direita como o Progressistas, que elegeu o ex-secretário de Segurança Público do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP). O candidato formou a chapa vencedora ao Senado paulista com André do Prado (PL-SP).
O apoio de nomes de siglas do centro será importante para que o PL possa eleger o novo presidente do Senado em fevereiro. O candidato contra a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) será o coordenador da campanha presidencial de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN). A presidência da Casa Alta é considerada fundamental para pautar a votação das pautas conservadoras e para a abertura do processo de impeachment contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A aprovação dos nomes indicados à Corte pelo presidente da República e a cassação dos mandatos dos magistrados são prerrogativas do Senado. A crise do Banco Master e as suspeitas envolvendo os ministros do Supremo por ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro deu o tom das eleições e potencializou a bandeira anti-STF da direita nas disputas estaduais pelo Senado.
Eleições a governos estaduais mexem na bancada do PL no Senado
O PL perdeu a cadeira do senador Sergio Moro (PL-PR), que foi eleito governador no primeiro turno das eleições no Paraná deste domingo. Desde o ano passado, as pesquisas indicavam o favoritismo do ex-juiz da Lava Jato no estado, mas Moro teve dificuldades de viabilizar a candidatura pela federação União Progressista e recebeu o convite para disputar o governo pelo PL. A vaga de Moro ficará com o advogado Luis Felipe Cunha (União-PR).
Por outro lado, o empresário Alex Diniz (PL-MG) vai assumir a vaga do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), que venceu a eleição ao governo de Minas Gerais no primeiro turno.
Confira quem são os integrantes da nova bancada do PL no Senado Federal
Acre
Márcio Bittar
Distrito Federal
Bia Kicis e Michelle Bolsonaro
Espírito Santo
Magno Malta tem mandato de senador até 2030
Goiás
Gustavo Gayer; senador Wilder Morais tem mandato até 2030
Mato Grosso
Zé Medeiros; senador Wellington Fagundes tem mandato até 2030
Mato Grosso do Sul
Reinaldo Azambuja e Capitão Contar
Minas Gerais
Domingos Sávio; suplente do senador Cleitinho (Republicanos), eleito governador de Minas Gerais, é o empresário Alex Diniz (PL-MG)
Paraná
Filipe Barros
Paraíba
O senador Efraim Filho tem mandato até 2030
Rio de Janeiro
Carlos Portinho e Carlos Jordy
Rio Grande do Norte
Rogério Marinho tem mandato até 2030
Rio Grande do Sul
Sanderson
Rondônia
Dr. Fernando Máximo e Bruno Scheid; senador Jaime Bagattoli tem mandato até 2030
Roraima
Nicoletti
Santa Catarina
Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro; senador Jorge Seif tem mandato até 2030
São Paulo
André do Prado; o senador Astronauta Marcos Pontes tem mandato até 2030
Tocantins
Eduardo Gomes





