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Flávio ou Lula

Prefeitos preparam coquetel para “estreitar relação” com próximo presidente

Frente nacional articula mudanças em fundo e pedem mais participação na segurança pública.
Frente nacional articula mudanças em fundo e pedem mais participação na segurança pública. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

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A Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) prepara um coquetel para "estreitar a relação" com o presidente da República eleito no próximo domingo (25). O encontro está previsto para 25 de novembro, exatamente um mês após a votação do segundo turno e a definição do vencedor da corrida ao Planalto. O local escolhido é o Unique Palace, espaço de eventos de alto padrão na Asa Sul, em Brasília.

A recepção também será voltada a ex-prefeitos eleitos neste ano para governos estaduais, Câmara dos Deputados e Senado Federal. Os casos incluem João Henrique Caldas (PSDB), que passou da Prefeitura de Maceió ao governo de Alagoas; Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís eleito para governar o Maranhão; Doutor Daniel (Podemos), ex-prefeito de Ananindeua (PA) e governador eleito do Pará; e Arthur Henrique, ex-prefeito de Boa Vista que deve assumir o Executivo de Roraima.

Para o Senado, foram eleitas ex-prefeitas como Teresa Surita (MDB-RR), que governou Boa Vista por cinco mandatos; Luizianne Lins (Rede-CE), ex-prefeita de Fortaleza; e Marília Campos (PT-MG), ex-prefeita de Contagem.

A FPM detalha o quadro geral de 311 ex-prefeitos eleitos:

  • 96 para os cargos de deputado federal e senador;
  • 7 governadores;
  • 4 vice-governadores;
  • 204 deputados estaduais.

Reivindicações da frente

Horas antes do coquetel, haverá uma reunião geral. Mesmo assim, as propostas da entidade já foram divulgadas em uma carta de setembro. Entre elas estão a revisão do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o pedido por mais espaço na atuação em segurança pública e por ajuda no financiamento da saúde e do transporte público.

Flávio Bolsonaro (PL) já vinha fazendo críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante a campanha, principalmente ao ministro Alexandre de Moraes. O candidato chegou a afirmar que seria necessário "proteger o STF" de Moraes e concentrou parte de sua campanha em críticas à atuação de ministros da Corte.

Em meio à crise provocada pelas revelações envolvendo ministros do Supremo e o caso Banco Master, o presidente Lula (PT) também passou a defender mudanças no funcionamento da Corte. O petista propôs a criação de um colegiado com participação da sociedade civil para submeter os candidatos a ministro a um crivo antes da indicação presidencial. Lula também se manifestou favoravelmente à criação de mandatos para os integrantes do Supremo.

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