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O PSDB decidiu liberar seus filiados para escolher entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial .
O presidente nacional do partido, Aécio Neves, anunciou a decisão nesta quinta-feira (8), após consultar os diretórios estaduais e a Executiva Nacional.
Segundo a legenda, a maioria dos diretórios consultados ficou dividida entre a neutralidade e o apoio a Flávio Bolsonaro, enquanto uma pequena minoria defendeu o apoio a Lula. Com isso, não foi adotado um apoio nacional a nenhum dos dois candidatos.
“O PSDB, após consultar seus diretórios em todo o país e constatar que a maioria deles se divide entre a neutralidade e o apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais, enquanto uma pequena minoria se manifesta pelo apoio ao presidente Lula, decide, ouvida a Executiva Nacional, pela liberação dos seus membros para se manifestarem da forma que considerarem mais adequada nesse segundo turno”, afirmou o partido em nota.
O partido disse ainda esperar que o próximo presidente conduza o país “no caminho da prosperidade, da justiça e da pacificação nacional”.
PSDB não terá posição nacional
A decisão permite que dirigentes, parlamentares e demais filiados tucanos apoiem qualquer um dos dois candidatos ou mantenham neutralidade.
A consulta interna não produziu consenso sobre uma candidatura, e o partido decidiu liberar os filiados.
O PSDB elegeu 11 deputados federais, dois senadores e o governador de Alagoas, JHC, no primeiro turno.
A legenda também avançou para o segundo turno no Tocantins, com Vicentinho Júnior, que disputa o governo estadual.
Na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. Os dois voltam às urnas em 25 de outubro.
Flávio soma apoio de cinco partidos no segundo turno
A decisão do PSDB ocorre em meio à definição dos apoios para a segunda etapa da eleição.
Flávio Bolsonaro já recebeu o apoio formal de cinco partidos: União Brasil, Progressistas, Republicanos, Novo e Podemos.
Entre os candidatos derrotados no primeiro turno, Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) também declararam apoio a Flávio.
O PSD manteve a neutralidade e liberou seus filiados para escolherem entre os dois candidatos.







