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Resultado eleições 2026

Douglas Ruas surpreende Eduardo Paes e encaminha vitória sem precisar do 2º turno

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Os eleitores foram às urnas nesta domingo (4) para o primeiro turno de 2026. (Foto: Infografia/Gazeta do Povo)

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Os candidatos Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) vão disputar o segundo turno para governador do Rio de Janeiro nas eleições 2026. Isso é o que foi definido na votação do primeiro turno neste domingo (4), mas com uma possibilidade de a vitória ser dada ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) antes da votação do segundo turno, em 25 de outubro.

Contrariando todas as projeções dos institutos de pesquisa, que apontavam liderança para o ex-prefeito da capital fluminense, inclusive com possibilidade de vitória já neste domingo, Ruas foi o mais votado, ficando muito próximo de chegar aos 50% necessários para a vitória.

O triunfo, porém, pode vir antes mesmo do segundo turno por causa do ex-governador Garotinho (Republicanos), cuja candidatura foi indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os votos que ele recebeu nas urnas podem ser considerados nulos, fazendo com que o candidato do PL ultrapasse 50% e seja declarado eleito. Garotinho, porém, ainda aguarda julgamento de um recurso no TSE.

Na votação deste domingo, com 100% das seções eleitorais totalizadas, Ruas registrou 49,27% (4.271.199 votos), enquanto Paes teve 42,76% dos votos válidos (3.706.984 votos). Em seguida, veio Garotinho, com 3,17% (274.411 votos). Os demais candidatos ao governo fluminense terminaram o primeiro turno com as seguintes votações:

  • William Siri (PSOL): 2,71% (235.347 votos); 
  • Coronel Busnello (Missão): 0,98% (84.889 votos); 
  • André Marinho (Novo), com 0,52% (45.359 votos); 
  • Juliete (UP), com 0,39% (33.430 votos); 
  • Cyro Garcia (PSTU), com 0,17% (14.642 votos); 
  • Luan Monteiro (PCO), com 0,03% (2.777 votos). 

O resultado das urnas frustrou o plano de Paes de resolver a eleição logo no primeiro turno, que era um cenário plausível até o início da campanha, quando parecia não haver nenhum candidato capaz de evitar uma vitória do ex-prefeito do Rio de Janeiro. 

O Rio de Janeiro é, hoje, comandado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do estado (TJ-RJ), Ricardo Couto de Castro. Ele assumiu após a renúncia de Cláudio Castro. O vice dele, Thiago Pampolha, havia renunciado para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). E na Assembleia Legislativa (Alerj), a vaga de presidente estava vaga e o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve Ricardo Couto de Castro. 

Eduardo Paes chegou a prometer que não seria candidato em 2026

“Me comprometo com o eleitor da minha cidade em ficar até o fim do mandato se for reeleito”. Essa foi uma frase que Eduardo Paes repetiu exaustivamente ao longo da campanha à prefeitura do Rio de Janeiro em 2024.

Depois de reeleito, a promessa que fez durou pouco mais de um ano. No início de 2026, disse que seria candidato ao governo do estado, o que se confirmou ao deixar a prefeitura em março para se dedicar ao pleito. 

Paes conseguiu em pouco tempo construir uma aliança que vai da esquerda à direita, incluindo o PT e aliados da família Bolsonaro. A escolha da vice, Jane Reis (MDB), por exemplo, foi estratégica.

Com forte influência na região da Baixada Fluminense, ela é irmã de Washington Reis, próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao colocá-la na chapa, o ex-prefeito do Rio tirou o apetite do PL sobre o MDB, deu representativa feminina, abriu diálogo com os evangélicos – ela é casada com um pastor – e deu sinais para uma região que é considerada estratégica para a eleição. 

Ele também se apoiou no eleitorado de Lula no Rio, colocando o presidente no holofote nos momentos apropriados para conquistar votos. E dizendo que o estado só melhoraria com a ajuda dele. “Nós não vamos salvar o Rio de Janeiro sem a ajuda do presidente. Não é para marcar posição. É para vencer a eleição, ajudar o povo e mudar a história do nosso estado.” 

Dessa maneira, Paes montou uma aliança com 12 partidos, incluindo PT, PDT, MDB, PSDB, Cidadania, PSB e Solidariedade. O que deixou pouco espaço para os demais candidatos articularem chapas maiores, especialmente a de Douglas Ruas. 

Douglas Ruas perdeu vice do PP em julho 

Deputado estadual de primeiro mandato, Douglas Ruas foi alçado rapidamente para a primeira prateleira da política fluminense. Isso graças à proximidade com Flávio Bolsonaro. Não por acaso, foi secretário de Cidades na gestão Cláudio Castro até o início do ano. 

Pré-candidato desde fevereiro, ele foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), mas foi impedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de assumir o governo do Rio após a renúncia de Castro. O papel cabe hoje ao presidente do Tribunal de Justiça (TJ-PR), Ricardo Couto de Castro. 

Apesar do apoio da família Bolsonaro, Douglas Ruas teve dificuldades para montar uma chapa extensa, que lhe desse mais armas para crescer a candidatura. Tanto que o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), estava na chapa como candidato a vice, mas desistiu em julho.

Com isso, o PL fechou uma chapa pura com Fernanda Louback. Na aliança ficaram somente Mobiliza, Avante e Agir. 

TRE-RJ indeferiu candidatura de Garotinho 

O ex-governador do Rio de Janeiro, Garotinho (Republicanos), entrou na disputa sabendo de problemas jurídicos que poderiam inviabilizar a candidatura. Dito e feito.

Em 11 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) indeferiu, por unanimidade, o registro da candidatura dele. 

A decisão foi tomada após a Justiça do Rio de Janeiro determinar o cumprimento de uma sentença, em agosto, por improbidade administrativa contra ele e que o condenou à perda dos direitos políticos por oito anos. 

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