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Após uma intervenção inédita da cúpula nacional do PT, o ex-deputado estadual Edegar Pretto (PT) anunciou, nesta quinta-feira (16), que será pré-candidato a vice-governador do Rio Grande do Sul na chapa encabeçada pela advogada e ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT), neta do ex-governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola.
A decisão foi divulgada por meio da intitulada "carta aberta aos companheiros e companheiras do PT gaúcho". Nela, Pretto diz que levou em conta "inúmeras conversas com lideranças partidárias, bancadas estadual e federal, organizações populares" e cita a ordem atribuída diretamente ao presidente Lula (PT).
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A advogada foi beneficiada por uma decisão que custará aos petistas a primeira eleição desde a redemocratização sem um candidato proprio a governador. A executiva estadual caminhava para oficializar Pretto como cabeça de chapa, quando o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) interveio, sob a justificativa de que uma aliança com o PDT é "fundamental na consolidação do campo democrático brasileiro".
Apesar da vinculação da cúpula a um projeto nacional com o partido presidido pelo ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, o pré-candidato a vice-governador diz que "a prioridade nacional jamais significará tratar o Rio Grande do Sul como secundário". A carta ainda cita os nomes escolhidos para disputar o Senado: o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) e a ex-deputada federal Manuela d'Ávila (PSOL).
Do lado oposto, Brizola e Pretto enfrentarão a chapa formada pelo deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) e pela deputada estadual Silvana Covatti (PP-RS). O atual vice-governador, Gabriel Souza (MDB) disputará o Palácio Piratini com o apoio do governador Eduardo Leite (PSD), preterido por seu partido na disputa à Presidência. Seu pré-candidato a vice será o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Sul Ernani Polo (PSD).








