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Manifesto

PDT de SP pede cadeira de suplente de senador na chapa de Haddad

PDT indica sindicalista Antônio Neto para vaga de primeiro suplente em uma das pré-candidaturas ao Senado.
PDT indica sindicalista Antônio Neto para vaga de primeiro suplente em uma das pré-candidaturas ao Senado. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

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Diversos políticos do PDT em São Paulo assinaram um manifesto defendendo que o vice-presidente do diretório estadual, Antônio Neto, seja incluído como primeiro suplente em uma das duas pré-candidaturas da esquerda ao Senado.

"A unidade se fortalece quando cada força contribui com sua identidade, sua trajetória e sua visão de futuro. [...] É com essa identidade que o PDT deve contribuir para um projeto paulista que una crescimento econômico, inclusão social, inovação, valorização do trabalho e fortalecimento dos serviços públicos", diz o manifesto.

Além de dirigente do PDT, Antônio Neto é presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), concorrente da Central Única dos Trabalhadores (CUT). O sorocabano é formado em administração de empresas e especialista em informática aplicada a ferrovias, tendo atuado na Prodesp, empresa de Tecnologia da Informação do estado de São Paulo. Sua trajetória como sindicalista inclui a presidência da Federação Sindical Mundial (FSM) em 1996 e 1999 e a representação do Brasil em conferências da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB) e a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) já foram escolhidas para disputar as cadeiras. Já o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) disputará o Palácio dos Bandeirantes ao lado do ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB).

O documento cita nomes históricos, como os ex-presidentes Getúlio Vargas e João Goulart e os ex-deputados federais Leonel Brizola e Darcy Ribeiro para argumentar que a sigla "carrega a tradição do trabalhismo brasileiro".

O PT já sinalizou seu interesse em fortalecer os laços com o PDT por meio da renúncia histórica de uma candidatura ao governo do Rio Grande do Sul. Em vez disso, o partido apoiará a advogada Juliana Brizola, neta de Leonel Brizola. Em São Paulo, porém, a aliança privilegiou o partido do vice-presidente, Geraldo Alckmin, que já o governou por 14 anos.

O PDT vive uma desidratação evidenciada pela saída do ex-governador do Ceará Ciro Gomes, que agora integra o PSDB. Outros nomes alinhados à esquerda, como a deputada federal Tabata Amaral (SP), optaram por trocar a sigla pelo PSB.

Hoje, a legenda possui 20 deputados federais e apenas dois senadores, Leila Barros (DF) e Weverton Rocha (MA). Weverton foi alvo de um mandado de busca e apreensão na operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos associativos. As apurações levaram à queda do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, do cargo de ministro da Previdência.

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