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Os suplentes de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), candidatas ao Senado pelo estado de São Paulo, são dois nomes de partidos que integram a base de Lula (PT). Caso elas sejam eleitas e Lula reeleito, Tebet e Marina têm chances de receberem convite do Executivo e, se aceitarem, deixarem o cargo eletivo para integrar um eventual novo governo do PT.
Seria uma maneira de acomodar aliados, uma vez que os suplentes pertencem a partidos como PT e PSOL. De acordo com levantamento do instituto Quaest divulgado no último dia 25, os candidatos Guilherme Derrite (PP), Marina Silva e Simone Tebet aparecem melhor posicionados, até o momento, na disputa pelas duas cadeiras em disputa ao Senado pelo estado paulista, com, respectivamente, 12%, 12% e 11%, em empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Outra pesquisa eleitoral recente, do instituto Real Time Big Data divulgado no último dia 24, mostra cenário semelhante: Derrite tem 18% das intenções de voto, Tebet soma 17%, André do Prado (PL) 15% e Marina Silva 14%.
- Metodologia Quaest 25/08/2026: 1.800 entrevistados pela Genial/Quaest de 21 a 24 de agosto de 2026. A pesquisa foi contratada pela Globo Comunicação e Participações S/A - TV/Rede/Globo.com/canais Globo/Globoplay/Eletromidia. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº SP-06946/2026.
- Metodologia Real Time Big Data 24/08/2026: 2.000 entrevistados pelo Real Time Big Data de 19 a 22 de agosto de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº SP-01347/2026.
Suplente de Simone Tebet, petista Laio Correia Morais é próximo de Haddad
O primeiro suplente de Simone Tebet é Laio Correia Morais (PT), advogado que militou em movimentos estudantis ao lado de Frederico Haddad, filho mais velho de Fernando Haddad, ex-ministro do governo petista e candidato ao governo de São Paulo pelo PT.
Natural de Goiás, Laio Morais ingressou em 2015 na gestão de Haddad na prefeitura de São Paulo como assessor de gabinete. Desde então, tem uma trajetória de articulação política próxima ao ex-ministro da Fazenda, tendo sido também como chefe de gabinete do Ministério da Fazenda do governo Lula.
Simone Tebet tem afirmado publicamente que não pretende deixar o Senado caso seja eleita. Pessoas próximas do PT em São Paulo, contudo, afirmam que ela pode voltar a assumir um ministério em um eventual quarto mandato de Lula. Em retorno à Gazeta do Povo, a assessoria de imprensa de Simone Tebet afirma que “ocupar um posto no ministério em um quarto mandato do presidente Lula está fora de cogitação”.
“Como ela tem dito, a contribuição já foi dada na reconstrução das políticas ambientais e nas importantes entregas tanto no desmatamento como na construção de instrumentos econômicos para a transição ecológica (algo construído com Fernando Haddad, então ministro da Fazenda)”, diz a assessoria.
“Além disso, ela entende que o Senado será palco fundamental dos debates políticos no próximo ciclo — da pauta de direitos às políticas ambientais, ambos não podem ter retrocessos”, complementa.
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Suplente de Marina, Djalma Nery é conhecido como “ecossocialista” do interior de SP
O suplente de Marina Silva é Djalma Nery (PSOL), ligado às pautas do meio ambiente e com base eleitoral no interior paulista. Nery foi o vereador mais votado da Câmara de São Carlos em 2020 e, em 2024, conseguiu a reeleição com recorde de votos.
O município de São Carlos é um dos mais importantes do interior do estado. Conhecido como cidade universitária por sediar a Universidade Federal de São Carlos, é um polo tecnológico relevante em São Paulo.
Nery é próximo de Juliano Medeiros, presidente da federação PSOL-Rede, e a entrada como suplente de Marina Silva é parte de um arranjo para acomodar o PSOL na coligação da esquerda paulista.
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Histórico de Marina Silva não demonstra apego a cargo eletivo
Em 2002, Marina Silva foi reeleita senadora pelo Acre para mais oito anos de mandato, mas ela se licenciou em janeiro de 2003 para assumir o Ministério do Meio Ambiente do governo Lula, cargo que ocupou até maio de 2008. Na ocasião, o mandato para o Senado ficou em grande parte a cargo do então suplente, o sindicalista Sebastião Machado Oliveira, mais conhecido como Sibá Machado (PT).
Em 2022, Marina Silva foi eleita deputada federal por São Paulo após transferir o domicílio eleitoral para o estado. No ano seguinte, licenciou-se do cargo eletivo para assumir o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima do terceiro governo Lula.
Em abril deste ano, Marina retornou ao cargo de deputada federal para disputar as eleições 2026 como senadora. Por cerca de três anos, quem cumpriu o mandato de deputada federal foi o suplente Ivan Valente (PSOL-SP), militante do movimento sindical.
A Gazeta do Povo tentou contato com Marina Silva, mas não obteve retorno até a publicação. O espaço segue aberto.










