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Sem maioria no Senado, Lula diz que senador “pensa que é Deus”

Sem maioria no Senado, Lula diz que senador “pensa que é Deus”
Lula afirma que senadores podem criar problemas para um governo sem base de apoio consolidada. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que senadores podem criar problemas para o governo e, por isso, o objetivo de sua campanha é formar maioria no Congresso. Para Lula, um senador com mandato de oito anos “pensa que é Deus”.

"Um governador mantém relação civilizada com o presidente da República porque o governador também precisa do presidente. Mas um senador com mandato de oito anos pensa que é Deus. E ele pode criar muito problema se você não tiver uma base de sustentação dentro do senado. E isso é o que nós fazemos", disse o petista, em entrevista à TV Cidade, no Ceará, nesta quarta-feira (1º).

Nas eleições deste ano, 54 das 81 vagas do Senado estão em jogo. O governo aposta na candidatura de diversos ministros na disputa pela Casa Alta. Lula defendeu a necessidade de fazer alianças com outros partidos para o pleito.

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“Não se faz composição apenas com quem você gosta. Quem você gosta já está com você. Tem que fazer composição com as pessoas que pensam diferente, mas que são capazes de construir minimamente um projeto para o país”, afirmou.

Dos 18 ministros que estão de saída da Esplanada, ao menos sete devem disputar uma vaga ao Senado. Entre eles, Rui Costa (PT-BA), da Casa Civil; Gleisi Hoffmann (PT-PR), da Secretaria de Relações Institucionais; Simone Tebet (PSB-SP), do Planejamento; e Marina Silva (Rede-SP), do Meio Ambiente.

Fala de Lula pode dificultar apoio a Messias

A declaração do presidente ocorreu no mesmo dia em que o governo enviou ao Senado a mensagem oficializando a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Lula indicou Messias ao STF em novembro do ano passado, mas decidiu não mandar a mensagem ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), diante da resistência ao nome do AGU.

Não há prazo para Alcolumbre encaminhar o documento à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável por organizar a sabatina do indicado.

Para ser aprovado na CCJ, Messias precisa do apoio de 14 dos 27 senadores que compõem o colegiado. Já no plenário do Senado, são necessários ao menos 41 votos para a aprovação.

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