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Oito anos depois de ter sido eleita para o Senado como uma apoiadora de Jair Bolsonaro, Soraya Thronicke amargou uma derrota dolorosa em sua tentativa de reeleição. A parlamentar deve terminar a disputa em quarto lugar e, ainda por cima, ver dois candidatos do PL conquistarem as vagas no Senado.
Com 89,8% das urnas apuradas em Mato Grosso do Sul, Soraya aparece com 12,8% dos votos — isso, em uma disputa em que cada eleitor poderia escolher dois candidatos.
Reinaldo Azambuja (PL) aparece com 34,7% dos votos válidos e Capitão Contar (PL) soma 33,3%. Ambos estão matematicamente eleitos. Em terceiro lugar, Vander Loubet tem 13,4%.
Quando foi eleita, em 2018, Soraya se apresentava como "a senadora do Bolsonaro" e pertencia ao PSL (o mesmo partido de Jair Bolsonaro à época). Ela iniciou seu distanciamento do bolsonarismo durante a pandemia da Covid-19, e desde então adotou um tom cada vez mais crítico ao grupo político do ex-presidente. Por isso, passou a ser chamada de "traidora" pelos correligionários de Bolsonaro.
Em 2022, já no União Brasil, a senadora disputou a Presidência da República e obteve apenas 0,5% dos votos. Na época, ela tentava apelar aos eleitores da terceira via. Depois de deixar o partido, ela passou pelo Podemos.
Em 2026, já no PSB, Soraya completou sua guinada à esquerda. Ela declarou apoio à candidatura presidencial de Lula e passou a criticar mais diretamente o grupo de Jair Bolsonaro. O eleitor de Mato Grosso do Sul parece não ter apreciado a mudança.




