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Desistência

Sóstenes critica Ratinho Júnior por não aceitar acordo com PL: “queria tudo e vai ficar sem nada”

Líder do PL na Câmara diz que possível apoio renderia a atual governador do Paraná indicar o seu sucessor.
Líder do PL na Câmara diz que possível apoio renderia a atual governador do Paraná indicar o seu sucessor. (Foto: Kayo Magalhaes/Câmara dos Deputados)

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O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ) disse que o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), "queria tudo e vai ficar sem nada", em uma referência à desistência de sua pré-candidatura à Presidência. Ele avaliou que Ratinho Júnior poderia ter entrado em acordo para apoiar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.

"Ele poderia ter feito uma composição conosco, apoiando o Flávio Bolsonaro para presidente, se lançando ao Senado e indicando o sucessor no Paraná, com o nosso apoio", disse, em entrevista ao Valor Econômico divulgada nesta terça-feira (24).

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tinha três governadores presidenciáveis: Ronaldo Caiado (Goiás), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Júnior (Paraná). Com isso, o PSD deve escolher entre Leite, que pede um  "novo pacto pela governabilidade democrática", e Caiado, que já chamou o presidente Lula (PT) de "embaixador oficial do narcotráfico".

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Reconfiguração de cenário coloca Moro como candidato do PL a governador e deixa Kassab com duas opções de presidenciáveis. Reconfiguração de cenário coloca Moro como candidato do PL a governador e deixa Kassab com duas opções de presidenciáveis. (Foto: Mauricio Tonetto / Governo do RS)

A decisão de Ratinho Júnior ocorreu logo após o senador Sergio Moro (PR) anunciar sua mudança do União Brasil para o PL, partido pelo qual concorrerá ao Palácio Iguaçu com o apoio do partido Novo. Em nível nacional, porém, o nome do Novo ao Planalto é o governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

Diante da movimentação, Caiado foi a São Paulo para uma reunião a portas fechadas com Kassab. O PSD mantém seus planos de ter candidato próprio para se opor, nas palavras da nota em que falou da desistência de Ratinho, "a essa polarização de propostas radicais que em nada contribuem para o que o Brasil precisa".

Ratinho Júnior deve concluir seu atual mandato para, em seguida, voltar ao setor privado, exercendo a presidência do Grupo Massa de Comunicação, fundado por seu pai, o apresentador Ratinho.

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