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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu a possibilidade de disputar a Presidência da República em uma eleição futura. Durante uma rodada de perguntas rápidas da Jovem Pan, nesta quarta-feira (19), ele respondeu “talvez” ao ser questionado sobre uma eventual candidatura em 2030. Nas eleições deste ano, Tarcísio apoia o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.
Na mesma entrevista, o candidato defendeu a ampliação das escolas cívico-militares e a construção de presídios. Também apoiou a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e rejeitou a regulamentação das redes sociais.
Tarcísio afirmou que não pretende avançar com novas privatizações de linhas do Metrô e da CPTM. A posição contrasta com declarações anteriores sobre a expansão das concessões no transporte sobre trilhos.
O governador também já havia afirmado que o Metrô poderia continuar responsável pela operação de determinadas linhas. Na ocasião, justificou a decisão pela necessidade de evitar a concentração de muitos ramais nas mãos de poucos operadores privados.
Tarcísio diz que foco do Centrão em 2026 é formar bancadas
Nesta quinta-feira (20), em sabatina promovida por O Globo, CBN e Valor, Tarcísio afirmou que o foco dos partidos do Centrão em 2026 é formar bancadas. Ele relacionou a estratégia às diferenças entre os cenários eleitorais das regiões brasileiras e ao apoio de siglas de centro e direita à sua candidatura em São Paulo.
“Acho que o foco desses partidos (do centrão) no final das contas é fazer bancada, então cada partido está privilegiando a formação de suas bancadas dentro das suas realidades locais”, disse.
Tarcísio também afirmou que o Brasil perdeu a capacidade de construir consensos. Por isso, defendeu a discussão de uma reforma política e citou o voto distrital como uma possibilidade.
O governador ainda defendeu o fim da reeleição. Para Tarcísio, a possibilidade de um novo mandato pode influenciar decisões de governantes que evitam medidas impopulares. “A gente perdeu a capacidade de estabelecer consensos no Brasil, quando a política se desorganiza, as instituições se desorganizam juntas.”




