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Eleições 2026

TSE classifica andamento da eleição como “exitosa” e sem grandes ocorrências

Nunes Marques
Presidente da Corte eleitoral, Nunes Marques, avalia que votação ocorre dentro do planejado. (Foto: reprodução/Youtube TSE)

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que considera o andamento da eleição deste ano como “exitosa” e sem grandes ocorrências, com os sistemas em pleno funcionamento e sem a necessidade de uso de urnas para votação manual.

O balanço parcial positivo foi dado no começo da tarde a cerca de três horas do encerramento da votação. Em relação à difusão de suposta desinformação, Nunes Marques afirmou que foram recebidas 453 denúncias até o começo da tarde, sendo 2,8 mil ocorrências desde 16 de agosto. Também citou que não foram registradas ocorrências de “deep fakes” relevantes em relação aos candidatos à presidência da República.

“O que se percebeu é que muita notícia que hoje circulou já eram notícias conhecidas e já detectadas pelo TSE. Então, de conteúdo novo, muito pouco foi detectado no dia de hoje. [...] Não houve conteúdo que comprometesse a eleição”, explicou.

Nunes Marques elogiou o “êxito” do uso do aplicativo E-Título, com mais de 6 milhões de acessos no dia e mais de 3 milhões de justificativas, o que, diz, ajudou a diminuir as filas nas sessões de votação; citou a substituição de mais de 1,1 mil urnas pelos mais diversos motivos, o equivalente a 0,2% da quantidade em uso.

Por outro lado, Nunes Marques afirmou que os efeitos do fenômeno El Niño não impediram o deslocamento de eleitores, exceto por alguns registros mais severos no Paraná, onde fortes chuvas e ventos mais cedo interromperam o fornecimento de energia elétrica em cerca de 140 cidades.

“Em relação às sessões eleitorais, tudo está funcionando normalmente”, afirmou destacando que há baterias e geradores em quantidade suficiente para concluir o processo de votação, até às 17h, e de transmissão dos dados para a totalização.

Apesar dos poucos problemas que ocorreram até o momento, Nunes Marques afirmou que a média de filas segue o padrão de eleições passadas.

Ainda sobre as ocorrências até o momento, Nunes Marques afirmou que 59 pessoas foram detidas por suspeita de prática crimes eleitorais, sendo 25 em situação de flagrante. Mais de R$ 380 mil em espécie foram apreendidos no dia, e somam mais de R$ 30 milhões desde janeiro.

Interferência estrangeira

Em outro momento da entrevista coletiva, Nunes Marques afirmou que não foi encontrado nenhum indício de interferência ou riscos às embaixadas estrangeiras, ao contrário das suspeitas levantadas. Na véspera, as representações diplomáticas dos Estados Unidos e do Reino Unido, principalmente, interromperam seus serviços por riscos.

Segundo o ministro, a hipótese de interferência foi rechaçada por ausência de relatórios da Polícia Federal ou da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

"[Ontem] eu coloquei que, nos nossos relatórios, não apontam nenhum tipo de risco seja ele internacional ou do crime organizado, como também fizeram circular com ameaças e possibilidades de atentados. Não recebemos nenhum indício concreto disso até o momento", pontuou.

O ministro ainda citou a parceria com as plataformas digitais pelo plano de conformidade que foi assinado com o tribunal para evitar qualquer tipo de informação que pudesse ser encarada como interferência.

Confiabilidade das urnas

Ao ser questionado sobre eventuais críticas e contestações ao sistema eletrônico de votação, Kássio Nunes Marques afirmou que o TSE montou uma estrutura governamental e de instituições e agências que participam de todo o processo eleitoral.

“Ainda que seja um direito se questionar as eleições, uma coisa é questionar o resultado em razão de que muitos fatores podem ser questionados. Mas, no nosso sistema eleitoral, estamos bastante confiantes que até agora não temos ainda do que se queixar”, pontuou citando que tudo está funcionando com normalidade e transparência.

O presidente da Corte eleitoral ainda citou que as ocorrências de uso de telefone celular nas cabines de votação são tratadas inicialmente pelos tribunais regionais e que os mesários foram orientados a impedir essa prática. Mais cedo, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), foi flagrado utilizando o aparelho durante a votação.

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