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Decisões simétricas

TSE manda excluir posts que associam Flávio e Lula a facções

Estela Aranha deu decisões simétricas, proibindo ambos os lados de associarem opositores ao crime organizado.
Estela Aranha deu decisões simétricas, proibindo ambos os lados de associarem opositores ao crime organizado. (Foto: Luiz Roberto/TSE)

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A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha deu 24 horas para que a Meta remova três vídeos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que associam o governo do presidente Lula (PT) ao crime organizado. A decisão foi assinada nesta segunda-feira (22). Ao mesmo tempo, a ministra assinou outra liminar simétrica, mas em sentido oposto: a Meta deve remover quatro publicações do Instagram e quatro do Facebook que associam Flávio ao crime organizado.

Até a publicação desta reportagem, os conteúdos de Flávio ainda estavam disponíveis, mas os das páginas "PT na Câmara", "Lula conta comigo", "Brasil pra frente oficial", "PT Cabo Frio" e "Anti Bolsonaro Real" já haviam sido removidos.

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Na liminar contra Flávio, a ministra entendeu que "o material contém elementos típicos de propaganda eleitoral antecipada negativa, notadamente pela veiculação de conteúdo potencialmente ofensivo à honra e com aptidão, em tese, para influenciar negativamente a percepção do eleitor, antes do período permitido pela legislação".

A magistrada destacou a associação do PT ao terrorismo, ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC), lembrando que o tribunal "historicamente não admite" ligar Lula às facções.

Como precedente, ela mencionou uma decisão que cita taxativamente a controvérsia, fixando que a Corte "se manifestou reiteradas vezes sobre controvérsias semelhantes referentes às eleições presidenciais de 2022 e decidiu pela ilegalidade das publicações falsas realizadas por usuários de aplicativos de redes sociais que associavam o Partido dos Trabalhadores e o candidato Luiz Inácio Lula da Silva à organização criminosa, sem qualquer respaldo fático verdadeiro".

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Já na decisão favorável ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também em caráter liminar, Estela lembra que, diferentemente do que é sugerido nos conteúdos, Flávio não é investigado na operação Unha e Carne, que apura vínculos entre o poder público fluminense e a criminalidade organizada.

"Este Tribunal não admite a associação de pré-candidato ou candidato a práticas criminosas ou a organizações criminosas sem a existência de elementos robustos, objetivos e verificáveis que sustentem tal acusação, sob pena de violação à honra e de comprometimento da normalidade e legitimidade do processo eleitoral. A imputação genérica de vínculos com o crime organizado, quando não amparada em dados concretos, caracteriza conteúdo gravemente desinformativo e ofensivo, apto a configurar propaganda eleitoral antecipada negativa", diz a decisão.

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