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Acurácia Eleitoral

TSE propõe selo para premiar pesquisas eleitorais mais próximas do resultado

TSE quer reconhecer pesquisas com maior precisão nas eleições.
TSE quer reconhecer pesquisas com maior precisão nas eleições. (Foto: Luiz Roberto/TSE)

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avalia criar um selo para reconhecer institutos de pesquisa eleitoral que apresentarem maior proximidade entre suas projeções e os resultados oficiais das urnas.

A proposta foi apresentada nesta terça-feira (14) pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, durante reunião com representantes de 19 empresas do setor. O Selo Acurácia Eleitoral pretende valorizar pesquisas com maior aderência aos números confirmados pela Justiça Eleitoral. Acurácia é a palavra utilizada para definir o nível de exatidão dos resultados obtidos em diversos processos.

Segundo a minuta apresentada pelo ministro, a certificação teria caráter honorífico e seria concedida nos anos de eleições gerais. O reconhecimento abrangeria disputas para presidente da República, governos estaduais e governo do Distrito Federal.

Nesse modelo, o TSE ficaria responsável por avaliar pesquisas nacionais para a Presidência. Já os Tribunais Regionais Eleitorais analisariam levantamentos relacionados aos Executivos estaduais e distrital.

De acordo com Nunes Marques, o selo pode incentivar o aperfeiçoamento dos métodos utilizados pelos institutos e ampliar a transparência sobre os levantamentos divulgados durante o período eleitoral.

Institutos criticam selo do TSE e defendem que pesquisas refletem momento eleitoral

A minuta estabelece que a premiação consideraria pesquisas de boca de urna e levantamentos realizados até sete dias antes da votação. O objetivo seria comparar as últimas estimativas divulgadas com os resultados oficiais.

O documento também destaca que o selo não funcionaria como uma certificação técnica dos institutos. A distinção teria apenas a finalidade de reconhecer a proximidade entre as projeções apresentadas e a apuração final.

A proposta recebeu críticas de representantes do setor de pesquisas eleitorais durante a reunião. As entidades argumentam que os levantamentos representam um retrato do momento em que são realizados e não devem ser avaliados exclusivamente pelo resultado final das urnas.

Além disso, os institutos defendem que fatores como mudanças de intenção de voto na reta final, comportamento do eleitor e margem de erro influenciam a comparação entre pesquisas e resultado eleitoral.

Nunes Marques afirmou que receberá sugestões dos institutos antes da elaboração da versão final da proposta.

A iniciativa ocorre após Nunes Marques suspender a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel que apresentava um áudio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos entrevistados.

Nos bastidores do TSE, ministros avaliam que deve haver apoio para uma resolução com novas regras para os institutos de pesquisa. Entretanto, ainda existe divergência sobre a manutenção da suspensão do levantamento da AtlasIntel.

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