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Instrumento de fiscalização

TSE relança Pardal, o aplicativo para denúncias de propaganda eleitoral irregular

TSE busca ampliar capacidade técnica da Justiça Eleitoral diante de novos desafios digitais.
TSE busca ampliar capacidade técnica da Justiça Eleitoral diante de novos desafios digitais. (Foto: Luiz Roberto/TSE)

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai relançar nas eleições deste ano o aplicativo Pardal para receber denúncias de propaganda eleitoral irregular feitas por eleitores. O presidente do TSE, ministro Cássio Nunes Marques, assinou nesta segunda-feira (27) a portaria que regulamenta a ferramenta, com previsão de disponibilidade a partir do dia 16 de agosto.

O Pardal móvel já foi usado pela Justiça Eleitoral como instrumento de fiscalização em eleições anteriores, como as de 2020 e 2022, mas a novidade deste ano é que poderão ser registradas denúncias de irregularidades cometidas na internet – a versão anterior só aceitava denúncia de fatos no meio físico.

Segundo o TSE, o app, que estará disponível nas lojas de aplicativos, permitirá que eleitoras e eleitores encaminhem suas denúncias diretamente aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), que são os responsáveis e têm poder de polícia sobre a propaganda eleitoral. A validação se dá por meio do e-Título, com identificação pelo Gov.br. Mesmo identificada, a pessoa faz sua denúncia com garantia de anonimato.

“O objetivo é facilitar a participação da sociedade na fiscalização do cumprimento das regras eleitorais, tornando mais ágil o encaminhamento de informações sobre eventuais irregularidades”, afirmou o TSE.

As irregularidades podem ser – mas não se limitam a – propagandas em outdoors, carros inteiramente cobertos por adesivos de candidatos e materiais de divulgação dispostos em prédios públicos, entre outras infrações. Os eleitores podem fotografar e enviar os conteúdos pelo próprio celular, por meio do app.

Como funciona

Ao registrar a denúncia, o usuário faz uma descrição da suposta irregularidade e, em seguida, um agente automatizado realiza uma classificação preliminar em duas categorias: propaganda eleitoral irregular na internet e outras formas de propaganda eleitoral irregular.

Antes do preenchimento das informações, o sistema apresenta orientações sobre quais condutas são permitidas ou proibidas, de acordo com o tipo de denúncia selecionado. A medida busca reduzir registros equivocados ou sem fundamento.

A classificação sugerida pelo sistema poderá ser alterada pelo próprio denunciante. Além da descrição do fato, será possível anexar fotos, vídeos, áudios ou endereços eletrônicos relacionados à irregularidade apontada.

Após o envio, o sistema gerará um número de protocolo para o acompanhamento da denúncia, que poderá ser consultada tanto no aplicativo quanto por meio de um link enviado ao e-mail informado pela pessoa denunciante.

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