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O resultado do primeiro turno das eleições neste domingo (4) foi claro: uma vitória inegável dos candidatos de direita. Mas, além do desempenho sólido dos nomes mais conservadores, outras histórias chamaram atenção nesse domingo. Foram várias surpresas — algumas delas negativas.
Veja a lista com oito destaques deste domingo.
1) Flávio Bolsonaro termina o primeiro turno à frente
Embora a reta final da campanha tenha trazido sinais de um “voto útil” em Flávio Bolsonaro, a verdade é que o candidato do PL passou a maior parte da campanha atrás de Lula nas pesquisas. Por isso, o resultado deste domingo é uma ótima notícia para o candidato do PL: a diferença de 47,05% a 45,13% contra o petista equivale a uma vantagem de aproximadamente 2,3 milhões de votos.
Se conquistar a maior parte dos eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (NOVO), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), Flávio será eleito com uma margem sólida. Lula, por sua vez, pode ter atingido o teto do seu potencial de votos, já que era o único candidato expressivo de esquerda.
Outro sinal ainda promissor para Flávio é o fato de ele ter se saído vencedor em Minas Gerais — o estado conhecido por prever o vencedor da disputa presidencial. Lá, Flávio abriu mais de 5 pontos percentuais de vantagem (cerca de 600 mil votos) no primeiro turno sobre Lula.
2) NOVO elege senador no Maranhão
O NOVO costuma ter no Sul e no Sudeste o seu melhor desempenho eleitoral. Mas, na disputa pelo Senado, o partido surpreendeu ao conquistar uma vaga no estado mais lulista do Brasil: o Maranhão. Lahesio Bonfim ficou à frente de Roseana Sarney (MDB), Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT), todos eles com passagem pelo Senado. Mas que o eleitor de direita não se anime tanto: Bonfim tem o costume de trocar de partidos. Foram oito antes do NOVO. A lista inclui o PT (de 2003 a 2007) e o PDT (de 2007 a 2011).
3) Renan Filho derrotado em Alagoas
Apontado pelas pesquisas como favorito na disputa pelo governo de Alagoas, Renan Filho (MDB) acabou derrotado por João Henrique Caldas (PSDB), que se apresenta como JHC. Em uma eleição sem outros candidatos relevantes, o primeiro turno acabou sendo um plebiscito. E JHC, ex-prefeito de Maceió, derrotou o atual governador: 52,19% dos votos contra 47,39% de Renan Filho.
4) Renan Calheiros deixa o Senado
O domingo não foi dos mais alegres na família Calheiros. Depois de 32 anos, o senador Renan Calheiros (sim, o pai de Renan Filho) vai deixar o cargo depois de ficar em terceiro lugar na disputa em Alagoas. Com 22,25% dos votos, ele não chegou perto da segunda colocada, Marina JHC — que teve 28,2%.
5) Carlos Bolsonaro eleito com ampla vantagem
Como forasteiro em Santa Catarina, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi criticado por negligenciar eventos de campanha e por dividir a direita local na sua busca por uma vaga no Senado. E o cenário era incerto: na pesquisa divulgada na véspera da eleição pela AtlasIntel, Carlos tinha 18,1% contra 18% de Esperidião Amin (PP). Levantamentos anteriores mostravam o candidato do PP à frente. Mas, abertas as urnas, a diferença foi de mais de 800 mil votos a favor de Carlos Bolsonaro. Resultado final: 25,35% dos votos para ele e 15,31% para Amin.
6) Douglas Ruas supera Paes no RJ
Faltou pouco para Douglas Ruas (PL) ser eleito governador do Rio de Janeiro ainda no primeiro turno. Disputando com uma figura mais experiente e mais conhecida — Eduardo Paes (PSD) — Ruas contrariou as pesquisas e terminou o dia com 49,27% dos votos contra 42,76% de Paes. Na verdade, Ruas ainda tem chance de se eleger sem precisar ir ao segundo turno: se o TSE decidir anular os votos obtidos por Anthony Garotinho (Republicanos), que concorreu sub judice, Ruas ultrapassará a barreira dos 50% de votos válidos e derrotará Paes.
7) Aécio Neves tem desempenho pífio em MG
Durante muitos anos, Aécio Neves (PSDB) foi um nome imbatível em Minas Gerais, Como deputado, governador e senador, ele tinha um capital político invejável. Mas esse tempo passou. Na eleição para o Senado, Aécio acabou em um constrangedor sétimo lugar, com apenas 4,07% e atrás de figuras como Áurea Carolina (PSOL). O choque é ainda maior porque, nas pesquisas divulgadas na véspera, o tucano aparecia com um potencial de votos muito maior e chances reais de se eleger.
8) Zema derrete e não chega a 1%
Poucos esperavam que Romeu Zema (NOVO) chegasse ao segundo turno. Mas, como o governador do segundo maior estado do país e um histórico de bom gestor, o sexto lugar na eleição presidencial é uma surpresa negativa. Zema não passou dos 0,27%. Em Minas Gerais, onde ele tinha bons índices de popularidade enquanto era governador, o candidato do NOVO terminou a eleição com 0,82% dos votos.




