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Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) criticaram decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que alteraram as regras do debate presidencial da TV Globo e, após o cancelamento do encontro, afirmaram que a atuação do Judiciário representa uma ameaça à democracia.
A Globo cancelou o debate que seria realizado nesta quinta-feira (1º), depois que decisões judiciais determinaram mudanças nas regras do programa.
O TSE, por decisão da ministra Estela Aranha, proibiu a Globo de manter no cenário o púlpito reservado a Lula (PT) e de permitir perguntas dirigidas ao candidato ausente.
Já o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no debate.
Zema fala em “vergonha nacional”
Zema afirmou que “a democracia saiu perdendo” com o cancelamento do debate e classificou a situação como uma “vergonha nacional”.
“Hoje, nós estamos em uma situação de vergonha nacional. Nas últimas semanas, a imprensa do mundo todo, principalmente dos países democráticos e sérios, publicou matérias mencionando que a nossa Suprema Corte está envolvida em corrupção até o nariz”, afirmou.
Na sequência, Zema relacionou as decisões judiciais sobre o debate a uma tentativa de “beneficiar o Lula”.
Caiado fala em “atentado à democracia”
Caiado classificou a atuação do Judiciário como “um atentado à democracia” e afirmou que as decisões do TSE e do STF prejudicaram o processo eleitoral.
“Destruíram o processo eleitoral no país. Não tivemos a oportunidade de promover debates e o Lula, desde o início, fez questão de não só não comparecer aos debates, mas buscar uma linha paralela em um podcast para tentar inviabilizar e, a partir daí, tivemos algo mais grave, que foram as decisões do TSE e do STF”, disse.
“Acredito que eles querem chegar a um ponto que é da ditadura da toga. Provavelmente, querem se reunir entre eles para decidir quem deve ser o presidente da República”, prosseguiu.
Cury critica protagonismo do STF
Augusto Cury também criticou a atuação do STF e afirmou que a Corte deveria ter uma postura mais discreta. Para o candidato, o protagonismo do tribunal chegou a um ponto que “beira a um colapso da democracia”.
“Ninguém sabe o nome de um ministro da Suprema Corte americana, mas no Brasil sabemos de quase todos e fora do Brasil também. O STF ganhou um protagonismo completamente desproporcional e beira a um colapso da democracia”, afirmou.
O debate seria o último confronto entre os candidatos à Presidência antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).
Lula e Flávio Bolsonaro desistiram do debate
Lula já havia informado à Globo que não participaria do debate e tinha uma entrevista marcada para o mesmo horário no Flow Podcast.
Flávio Bolsonaro (PL), por outro lado, havia confirmado presença mesmo sem a participação de Lula, mas desistiu do confronto depois que a ministra Estela Aranha proibiu a Globo de exibir o púlpito vazio identificado com o nome do petista e de permitir perguntas dos demais candidatos dirigidas a ele.
Flávio afirmou que deixou de participar “em função da censura imposta ao evento pelo TSE”.
Renan critica ausências de Lula e Flávio
Já Renan Santos, que se deslocou às pressas para os estúdios da TV Globo após a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, afirmou que soube do cancelamento do debate quando chegou ao local.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, o candidato disse que sua equipe foi impedida de entrar no prédio da emissora.
Renan evitou criticar as decisões judiciais que alteraram o formato do debate. Ele criticou Lula pela decisão de não participar do encontro e atacou Flávio Bolsonaro. Segundo o candidato do Missão, Flávio teria desistido do debate por “medo” de enfrentá-lo.






