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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, reiterou as críticas à blindagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de pessoas do seu entorno e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O presidenciável tem publicado vídeos satíricos nas redes sociais com críticas ao grupo, que apelidou de "intocáveis".
Durante sabatina realizada nesta quinta-feira (6), na GloboNews, a jornalista Andréia Sadi perguntou a Zema se um eventual governo dele enfrentaria uma crise institucional caso mantivesse o mote de campanha de "combater os intocáveis".
"Será que o que eles fizeram lá em Brasília, alguns ministros do Supremo, é republicano? Acho que não. Na minha opinião, o que eles fizeram depõe contra o Supremo e depõe contra o Brasil. Quero uma reforma profunda no Judiciário", afirmou Zema.
Em seguida, Zema lembrou dos escândalos recentes envolvendo aliados e até familiares do presidente Lula.
O pré-candidato também lembrou que responde a uma ação por suposta calúnia movida pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, após publicar vídeos satíricos nas redes sociais na série "Os Intocáveis", em que critica integrantes da Corte.
"Parece-me que estamos em um regime de exceção no Brasil, onde não se pode fazer sátira", disse o presidenciável.
Rejeição de Jorge Messias no Senado
Em outro trecho da sabatina, Zema afirmou que a rejeição de Jorge Messias pelo Senado para uma vaga no STF é um sinal de que o país passa por uma mudança na relação entre os Poderes.
O plenário do Senado rejeitou, em 29 de abril de 2026, a indicação do advogado-geral da União, escolhido pelo presidente Lula para ocupar a vaga deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
Mesisas recebeu 42 votos contrários e 34 favoráveis, além de uma abstenção.
A decisão impôs uma derrota política ao governo Lula e marcou a primeira vez, desde 1894, que o Senado rejeitou uma indicação para o Supremo Tribunal Federal.
"Sou político por indignação e inconformismo. Se fosse para fazer como a maioria dos políticos que agem por interesses, eu não estaria na política. Eu já estou com a minha vida resolvida. O que eu quero é mostrar que dá para governar sem participar de esquemas", ressaltou Zema.
Mudança na escolha de ministros do STF
Entre as proposta para mudanças no Judiciário, Zema defendeu que a indicação de ministros do STF não seja mais de competência exclusiva do presidente da República.
Para Zema, a indicação deveria ser feita a partir de uma lista tríplice elaborada por entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministério Público e o Senado.







