Argentina
As taxas de ensino são gratuitas, mas nossos vizinhos têm um sistema precário de bolsa de estudo, que não atende a todos os estudantes argentinos. Alguns custos extras, como transporte e livros didáticos, acabam impedindo muitos jovens de baixa renda de ingressar no ensino superior. Além disso, a maioria dos cursos de pós-graduação não é gratuita.
Normalmente, os calouros das universidades arranjam empregos em período integral logo no primeiro ano, devido aos custos da vida universitária. Ao mesmo tempo em que esses jovens ganham experiência de trabalho, o início precoce no mercado de trabalho pode ser a causa de muitas desistências logo no primeiro ano de faculdade.
França
As taxas de ensino são bem baixas, visto que o governo financia o ensino superior, e variam entre 150 e 700 euros (R$ 390 a R$ 1,8 mil reais). Estudantes de baixa renda podem requisitar bolsa de estudo e receber ainda uma ajuda de custo de 450 euros por mês. Um diferencial em relação a outros países é que alunos com até 20 anos de idade também ganham seguro de saúde gratuito. Após os 20 anos de idade, o seguro de saúde passa a custar 200 euros (R$ 520) por ano, cobrindo a maioria das despesas médicas.
Estados Unidos
A maioria das instituições de ensino é pública. O financiamento para o ensino superior é dividido em duas partes. Uma metade é financiada diretamente pelo Departamento de Educação, através do Programa Federal de Empréstimo Direto ao Estudante (FDSLP). A outra metade fica por conta de entidades comerciais como bancos, cooperativas de crédito e firmas de serviço financeiro, através do Programa Federal de Empréstimo à Educação da Família (FFELP). Algumas instituições aceitam apenas empréstimos do FDSLP, outras do FFELP. Há aquelas que aceitam os dois programas, e também aquelas que não aceitam nenhum, onde o estudante deve procurar alternativas privadas para conseguir um empréstimo.
Brasil
Aqui no Brasil, temos o Programa Universidade para Todos (ProUni), voltado a estudantes com renda familiar máxima de três salários mínimos. O programa oferece bolsas integrais e parciais em instituições privadas de ensino superior aos alunos com melhores notas no Enem. Juntamente com o ProUni, o Ministério da Educação trabalha com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), em que o curso do estudante precisa ter boa avaliação no Sistema Nacional de Avaliação Superior (Sinaes). O MEC ainda oferta outras modalidades de financiamento, como o Finep (Financiadora de Estudos e Projetos, destinada a projetos de pesquisa voltados à inovação tecnológica) e o Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior, destinado a cursos de pós-graduação e doutorado).



