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65% dos empregos de futuros trabalhadores ainda não existem

Área assistencial, de tecnologia da informação e de recursos humanos estão entre as apostas dos especialistas

Funções em áreas técnicas, de recursos humanos, tecnologia da informação, atendimento ao cliente, da saúde e de qualidade de vida são algumas das apostas dos especialistas | Bigstock
Funções em áreas técnicas, de recursos humanos, tecnologia da informação, atendimento ao cliente, da saúde e de qualidade de vida são algumas das apostas dos especialistas Bigstock
 
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Definir a profissão a seguir com base nas perspectivas do mercado atual pode ser um projeto bastante arriscado em um cenário de evolução diária. Estudos da ManpowerGroup, empresa de consultoria que atua na área de recursos humanos, mostram que 65% dos empregos que a “Geração Z” – pessoas nascidas entre 1998 e 2010 – terá nem existem ainda. 

Funções em áreas técnicas, de recursos humanos, tecnologia da informação, atendimento ao cliente, da saúde e de qualidade de vida são algumas das apostas dos especialistas. De acordo com a diretora de RH da ManpowerGroup, Márcia Almström, ao mesmo tempo em que inúmeros postos de trabalho de baixa complexidade operacional estão desaparecendo diante das inovações tecnológicas, uma nova gama de oportunidades está se abrindo e os profissionais precisam estar atentos a essas tendências. “A tecnologia está nas nossas vidas há um bom tempo, mas o que é novo é a rapidez com que isso impacta as profissões”, analisa. 

Márcia explica essas mudanças refletem inclusive na forma de contratação e no perfil do profissional do futuro. Segundo ela, mais do que a experiência no currículo, serão avaliadas competências como a criatividade, a inteligência emocional, a flexibilidade e a capacidade de aprendizagem. 

A diretora destaca inclusive que esse cenário exige uma nova mentalidade tanto dos empregadores quanto das pessoas que querem progredir na carreira. Márcia salienta que os profissionais mais jovens também buscam outro formato de emprego, que priorize mais o resultado e menos o “presencialismo”, com a criação de postos home office para determinadas funções que dispensam a necessidade do funcionário cumprindo carga horária e cartão-ponto. “A empresa que não está aberta a isso deixa de ser competitiva na hora de atrair talentos”, argumenta. 

Balança 

O consultor de RH e fundador da De Bernt, Bernt Entschev, ressalta que as tendências do mercado de trabalho são importantes e devem ser pesadas na hora da escolha profissional. Mas o primeiro quesito que o estudante deve considerar é a questão vocacional, analisar se há identificação e se gostaria de exercer aquelas funções. “A escolha da carreira é uma decisão que se toma muito cedo. A pessoa precisa ter em mente que isso pode mudar no meio do caminho”, enfatiza. 

A satisfação profissional e a projeção de remuneração ao longo da carreira também são fatores que devem serem considerados pelos futuros universitários. “Aos 17 anos, o valor do dinheiro não é o mesmo que na vida adulta”, comenta o consultor, que ainda destaca que, ao perceber que a escolha não foi a mais acertada, o estudante não deve ter medo de mudar de rumo, independentemente da idade. “O diploma não é uma sentença”, enfatiza. 

Foi o que fez o empresário Eduardo Kazuo Yoshida, 52 anos. Seu primeiro emprego depois de formado em Engenharia de Produção, na Universidade de São Paulo (USP), foi na montadora Toyota. Depois de uma extensa carreira, inclusive internacional, pediu desligamento da multinacional porque queria desenvolver novas habilidades como profissional. 

Hoje é um dos sócios da Kaitech Solutions, que desenvolve projetos, cursos e treinamentos a partir do Sistema Toyota de Produção. A empresa, no entanto, tem um caráter que vai além do trabalho. Para ele, é uma forma de dar oportunidades de qualificação a outros profissionais. Os treinamentos constantes são um dos diferenciais da empresa. “É importante colaborar no desenvolvimento da próxima geração”, justifica.

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