
Curitiba amanhecerá diferente hoje. Afinal, é dia de Atletiba. O maior clássico do Paraná mexe com a cidade. Nem quem não é rubro-negro ou alviverde consegue ficar indiferente ao duelo. É como se a capital parasse durante os 90 minutos da disputa. E só voltasse à vida normal após o apito final do árbitro. Aí, inicia-se outro ritual. O lado vencedor não perde a oportunidade de tripudiar em cima do sofrimento do arquirrival a 338ª edição do confronto entre Atlético e Coritiba será disputado hoje, a partir das 19 horas, no Couto Pereira.
Dos dois lados da batalha, cada personagem tem o seu Atletiba particular para vencer. No Furacão, por exemplo, Geninho jamais venceu o Coxa. Em três jogos, foram dois empates e uma derrota. O técnico prefere ser generalista no comentário, dando de ombros para o retrospecto desfavorável. "É uma partida diferente, especial por causa da rivalidade. Independentemente do campeonato, toma uma dimensão muito grande", avalia.
Desempenho totalmente diferente tem o coxa-branca Ivo Wortmann. O gaúcho segue invicto, com dois triunfos em três partidas. A vantagem, porém, não é celebrada. Tudo para não dar munição ao rival. "Não é porque nunca perdi que vou ficar falando nisso. Pois parece que estou instigando o adversário, e não é verdade. Não olho para trás, me ligo mesmo na realidade", ressalta.
Este confronto específico é importante também para Marcos Malucelli. O dirigente debuta no clássico como presidente do Conselho Administrativo rubro-negro, principal função na hierarquia do clube. "Estaria nervoso se fosse um jogo decisivo. Ansioso eu fiquei nas rodadas finais do Brasileiro", diz, em referência à árdua luta do Atlético para escapar do rebaixamento no ano passado. Sempre que pode, o advogado faz questão de lembrar que "o time irá carimbar a faixa no ano de centenário do Coritiba".
Jair Cirino, cinco Atletibas no currículo, estreou com o pé esquerdo em duelos com o Furacão. Perdeu por 2 a 0, em pleno Alto da Glória, com gols de Alan Bahia e Ferreira, no Estadual-08. "O importante não é começar bem, mas sim terminar bem", crava, lembrando da conquista do título regional dentro da casa adversária.
Lima é outro que possui vários motivos para querer derrubar o inimigo. Criado nas divisões de base do Alviverde, o atacante agora faz juras de amor à causa vermelho-e-preta. "Ganhar deles é bom demais", afirma o Falso Lento, autor do gol que deu o último título paranaense ao Atlético, em 2005. Coincidentemente, sobre o Coxa.
Provocação respondida à altura no CT da Graciosa. "Clássico não tem favorito, mas a obrigação de vencer é nossa porque jogamos em casa", cutuca o ala-direito Márcio Gabriel.
Cartas na mesa, às 21 horas de hoje saberemos quem irá rir por último. Se os atleticanos que ganharam o primeiro clássico no ano em que o rival chega aos 100 anos ou os coxas-brancas que dão o pontapé em alto estilo às comemorações. Afinal, hoje é dia de Atletiba.
Na TV
Coritiba x Atlético, às 19 horas, no Premiere
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Em Curitiba
Coritiba
Vanderlei; Cleiton, Rodrigo Mancha e Felipe; Márcio Gabriel, Pedro Ken, Douglas Silva, Marlos e Guaru (Carlinhos Paraíba); Marcos Aurélio e Ariel.Técnico: Ivo Wortmann.
Atlético
Galatto; Rhodolfo, Antônio Carlos e Chico; Alberto, Valencia, Julio dos Santos, Ferreira e Netinho (Alex Sandro); Júlio César e Rafael Moura.Técnico: Geninho.
Estádio: Couto Pereira.Horário: 19 horas.Árbitro: Evandro Rogério Roman.Auxs.: Roberto Braatz e Gílson Bento Coutinho.



