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Brasileiro

A caminho do abismo

Goleada sofrida contra o Figueirense parece ter esgotado a paciência da torcida e afundou ainda mais o Tricolor

Florianópolis – O Paraná parece ter entrado num caminho sem volta rumo à Série B. Depois da vexatória derrota de quinta-feira para o lanterna América-RN, ontem não ofereceu resistência alguma ao Figueirense e foi goleado por 4 a 0, no Estádio Orlando Scarpelli.

Agora três pontos mergulhado na zona de rebaixamento, a oito rodadas do fim do Brasileiro, o Tricolor terá de conviver com a pressão da própria torcida e talvez a quarta troca no comando técnico enquanto tenta os pontos necessários para se salvar.

Os cerca de 200 paranistas que se dispuseram a ir até a capital catarinense deram uma amostra do quanto está desgastada a relação time-torcida. Já no aquecimento dos jogadores, dava para perceber que o incentivo seria na base da cobrança.

Perseguição maior para o goleiro Flávio, que falhou feio no último jogo, e o zagueiro Neguete, principal responsável pela derrota no clássico com o Atlético há duas semanas.

A estratégia dos torcedores não funcionou. Dominado desde o primeiro momento, o Paraná viu tudo complicar de vez quando o ala-direito Vandinho foi expulso aos 17 minutos. Na terceira boa chance de gol do time da casa, ele deu uma de goleiro e evitou com a mão o gol de Cleiton Xavier. O pênalti foi convertido pelo zagueiro Chicão e o Tricolor ficou com um a menos. Prejuízo duplo.

O Figueira aumentou a pressão e não teve dificuldade para chegar ao segundo, aos 27 minutos, num contra-ataque iniciado e concluído novamente por Chicão. Tudo tão fácil que a declaração do destaque da partida no intervalo, se referindo à brisa, caberia perfeitamente ao adversário paranaense: "Fizemos dois gols jogando contra o vento".

Enquanto isso, os torcedores tricolores grudaram no alambrado para protestar contra a equipe e o técnico Lori Sandri. Aos gritos de "Ei, Lori! A casa vai cair", até uma pedra foi arremessada ao gramado no momento em que os jogadores desciam para o vestiário. O único que teve o nome gritado foi o goleiro reserva Gabriel, numa forma de ironizar Flávio, apesar de o camisa 1 não ter feito uma má partida ontem.

As substituições tentadas não surtiram resultado algum e, mesmo diminuindo o ritmo, o Figueirense fez mais dois com Frontini e André Santos. Gols que só fizeram a revolta dos desanimados paranistas aumentar na arquibancada. Eles já se preparavam para voltar a carga na grade de proteção quando a polícia apareceu para evitar maiores problemas.

Assim, tudo o que puderam fazer foi entoar o clássico bordão "Vergonha, vergonha, time sem vergonha". Acompanhados pela PM até a saída da cidade, também não puderam cumprir a promessa de fazer o "bicho pegar" na saída do estádio.

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O craqueChicãoZagueiro-artilheiro fez dois gols, um de pênalti e outro tal qual um centroavante.

O bondeVandinhoA expulsão infantil do ala desestabilizou o Paraná e abriu caminho para a goleada.

O guerreiroCleiton XavierFoi o ponto de equilíbrio da meia-cancha catarinense com bons passes e precisão na marcação.

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