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Eurocopa

A maldição do bi

Torneio europeu de seleções começa hoje colocando à prova o poder da Espanha, que tenta reverter a lógica da competição

Jogadores da Polônia fa­­zem o reconhecimento do gramado do Estádio Nacional, em Varsóvia: pressão por jogar em casa | Christof Stache/ AFP
Jogadores da Polônia fa­­zem o reconhecimento do gramado do Estádio Nacional, em Varsóvia: pressão por jogar em casa (Foto: Christof Stache/ AFP)

A partida entre Polônia e Grécia, no Estádio Nacional de Varsóvia, hoje, às 13 horas (de Brasília), marca o início da 14.ª edição da Eurocopa – a final está prevista para 1.º de julho, em Kiev, na Ucrânia – com uma verdadeira caçada dos rivais à atual campeã, Espanha, e com o desafio da Fúria de acabar com a "maldição do bicampeonato consecutivo". A rodada do dia será completada com o duelo entre Rússia x República Tcheca, às 15h45 (de Brasília).

Nas outras 13 edições do torneio, jamais um time conseguiu repetir a conquista. Nem a União Soviética de 1960, de Viktor Ponedelnik; nem a Espanha de 1964, de Luis Suárez, Marcelino e Iribar; nem a Alemanha de 1972, de Gerd Muller, Sepp Maier e Beckenbauer; ou de 1980, com Schuster e Rummenigge, ou de 1996, de Klinsmann; ou a Itália de 1968, do goleiro Dino Zoff

Tampouco a Tchecos­­lováquia de 1976, de Panenka; ou a França de 1984, de Michel Platini, ou a de 2000, de Zinedine Zidane; nem a Holanda de 1988, de Marco Van Basten, Ruud Gullit e Frank Rijkaard; nem as surpreendentes Dinamarca de 1992, com Brian Laudrup; ou Grécia de 2004. Nenhuma equipe repetiu a conquista.

As principais ameaças ao sonho espanhol são a Alemanha, 4.ª colocada na Copa do Mundo de 2010, e a vice-campeã mundial Holanda. Curiosamente, ambas caíram no chamado grupo da morte, ao lado de Portugal e Dinamarca. Somente os dois primeiros colocados de cada um dos quatro grupos avançarão às quartas de final, quando começará o mata-mata até a decisão.

Com a globalização, muitos brasileiros atuam na Europa e três jogarão nesta edição da Eurocopa – foram seis na competição realizada há quatro anos, na Áustria e na Suíça – tentando repetir o sucesso do volante Marcos Senna, naturalizado espanhol, que foi o primeiro brasileiro a conquistar o título europeu.

Os candidatos desta vez são o volante Pepe, pela seleção de Portugal; o também volante Thiago Motta, que jogará pela Itália; e o centroavante Eduardo da Silva, uma das esperanças de gol para a Croácia. Outros dois jogadores com nacionalidade brasileira – Cacau (Alemanha) e Thiago Alcântara (Espanha) – chegaram a estar na pré-lista do torneio, mas foram cortados por seus técnicos na convocação final.

A Eurocopa é o terceiro maior evento esportivo do planeta, atrás apenas da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. Esta será a última vez que a fase final da competição terá 16 seleções. A partir da próxima edição, daqui a quatro anos na França, haverá 24 equipes na disputa.

PersonagemLewandowski é a aposta polonesa

Folhapress

Para se tornar a esperança de um dos países organizadores da Eurocopa de surpreender na competição, Robert Lewandowski, 23 anos, teve de fazer gols contra os mais diferentes adversários. A Grécia, seleção cujo maior mérito é a defesa sólida, com quem a Polônia medirá forças hoje, será só mais um deles.

Antes de chegar ao Borussia Dortmund e se tornar um dos jogadores mais valorizados da Europa, o atacante jogou nas três primeiras divisões da Polônia. E foi artilheiro em todas. A epopeia começou com os 15 gols que ajudaram o nanico Znicz Pruszkow a subir para a Segunda Divisão em 2007.

Na temporada seguinte, manteve-se no clube e marcou 21 vezes, o suficiente para conseguir a transferência para o Lech Poznan, um dos grandes do futebol local. A passagem pela elite da Polônia durou dois anos. No primeiro, fez 14 tentos e foi o segundo goleador da competição. A artilharia e o bilhete para o exterior vieram com os 18 gols de 2009/10.

Foi contratado pelo Borussia por 4,5 milhões de euros. Teve papel discreto na campanha que culminou no título alemão de 2011. O protagonismo veio nesta temporada. Liderou o time na conquista do bicampeonato. Fez 30 gols (na soma de todas as competições) e foi eleito o craque do Alemão.

Na seleção, estará acompanhado de dois parceiros de Borussia: o lateral Piszczek e o meia Kuba. Juntos, eles vão tentar levar a Polônia a, pelo menos, vencer pela primeira vez um jogo de Eurocopa.

Ao vivo: Polônia x Grécia, às 13 horas, e Rússia x Rep. Tcheca, às 15h45, na Band e SporTV.

Lance a Lance: Polônia x Grécia, às 13 horas, aqui no site da Gazeta do Povo.

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