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Política

Adeus Clube dos 13

Coritiba adere ao movimento iniciado por Corinthians, Flamengo, Botafogo e Vasco e rompe com a agora enfraquecida entidade

Vilson Ribeiro de Andrade, principal dirigente do Coxa, evitou falar sobre o Clube dos 13 ontem. Cotas de tevê são o estopim da crise | Rodolfo Bührer/Arquivo/Gazeta do Povo
Vilson Ribeiro de Andrade, principal dirigente do Coxa, evitou falar sobre o Clube dos 13 ontem. Cotas de tevê são o estopim da crise (Foto: Rodolfo Bührer/Arquivo/Gazeta do Povo)

Em uma nota de menos de sete linhas, divulgada no fim da tarde de ontem, o Coritiba confirmou que encampou o movimento de esvaziamento do Clube dos 13, a entidade que até então congregava os 20 principais times do país.

Após o Corinthians anunciar seu desligamento do C13, o Coritiba se uniu a Flamengo, Flu­­minense, Bota­­fogo e Vasco na turma dos dissidentes, formando uma espécie de poder paralelo dentro do futebol brasileiro – com a anuência e a participação direta da CBF nas negociações.

Grêmio, Goiás e Vitória se­­­guem, de forma não oficial, o mes­­­mo rumo. Cruzeiro, Santos e Pal­­meiras estão na iminência de optar por decisão semelhante.

Por trás do racha, que faz o C13 correr sério risco de extinção, as tratativas pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasilei­­ro a partir de 2012.

A Gazeta do Povo entrou em contato ontem com o presidente alviverde Jair Cirino, autor do texto que fala, entre outras coisas, em "preservar, em primeiro plano, os legítimos interesses do clube e do futebol paranaense". Cirino procurou manter um tom conciliatório. Disse que o Coritiba, seguindo o exemplo das quatro equipes do Rio de Janeiro, pretende "apenas negociar com a televisão um contrato mais vantajoso para o clube".

"Não queremos sair, não é essa a ideia. Podemos até voltar atrás na decisão [de negociar paralelamente] se o Clube dos 13 acatar as nossas reivindicações", ressaltou ele, esquecendo que o estatuto da entidade proíbe terminantemente esse tipo de artimanha.

Um dos responsáveis por ge­­rir o futebol coxa, Ernesto Pe­­droso é mais contundente. Para ele, não existe meio-termo. "Foi um consenso dentro do Coritiba. Chegou o momento de definição e a tendência política é mesmo de saída", revelou. Vilson Ribeiro de Andra­de, o principal dirigente alviverde, não atendeu a reportagem.

Influenciados por Ricardo Tei­­xeira, presidente da CBF, o gru­­po deve iniciar conversações com a Re­­de Globo. A emissora carioca, im­­pulsionada pela desistência de parte dos times mais populares do Brasil, avisou ontem que não pretende encaminhar nenhuma proposta ao C13, desistindo da concorrência que conta ainda com a Re­­deTV! e a Record entre as tevês abertas – a formação de uma no­­va liga ganhou força nos bastidores.

O Atlético, contudo, preferiu se manter do outro lado da briga – assim como São Paulo, Inter­na­ci­o­nal, Atlético-MG, Bahia, Portu­gue­sa, Sport e Guarani. Estes seguem apoiando irrestritamente o C13. Marcos Malucelli, mais importante dirigente rubro-negro, é também um dos vices da entidade.

"Não é bom para a unidade do Clube dos 13, mas não é por isso que a organização vai acabar. É uma perda considerável, mas o trabalho segue normalmente sem o Corinthians [único a se desligar oficialmente]", disse o dirigente, ontem à tarde, logo após ter participado de uma reunião de emergência, no escritório do C13, no Jardim Paulista, em São Paulo.

Além de Fábio Koff, presidente do grupo, representantes de São Paulo e Inter compuseram a mesa. "A expectativa é conseguir algo em torno R$ 500 mil­hões", emendou ele, avisando que a tendência é de que a verba destinada ao Fu­­racão passe dos atuais R$ 12 milhões para R$ 25 milhões por temporada caso o C13 saia vitorioso do leilão.

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Interatividade:

O Coritiba agiu certo ao seguir o caminho dos times cariocas e se desvencilhar do Clube dos 13?

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