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Olimpíada

Agência brasileira antidoping começa a operar visando 2016

Meta da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem é não ter nenhum atleta do Brasil flagrado nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos

Nas quatro últimas edições das Olimpíadas, três países sedes conseguiram fazer um trabalho preventivo que culminou com que nenhum atleta da casa fosse pego no doping durante os Jogos. Tendo como exemplo os trabalhos da Austrália, da China e da Grã-Bretanha, começou a funcionar nesta segunda-feira, em Brasília, a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD).

A meta de não ter nenhuma atleta pego por doping nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, em 2016, foi traçada pelo diretor executivo da ABCD, Marco Aurelio Klein. "A minha expectativa é que em 2016 nós não tenhamos nos Jogos do Rio nenhum caso de dopagem entre os atletas brasileiros. Isso é possível. Tenho a consciência de que temos muito trabalho pela frente. Austrália, China e Reino Unido fizeram isso", lembra ele.

Klein, que era diretor de excelência esportiva e promoção de eventos do Ministério do Esporte, agora vai ser o responsável por gerir o órgão tem como principal função prevenir os casos de doping no país. "O nosso espírito na ABCD não é punitivo. O órgão nasce no Brasil voltado para a orientação e para a prevenção", explica.

Até o fim do mês, A ABCD realizará 100 exames de controle de dopagem, junto com o laboratório Ladetec, em atletas que recebem o benefício do programa Bolsa-Atleta do Ministério do Esporte.

Na visão de Klein, com a criação da ABCD, o doping terá um novo tratamento no país. "Agora, o combate ao doping é uma política de governo. É uma política para desenvolver um Programa Nacional de Controle de Dopagem dentro de um parâmetro que seja justo, que tenha os recursos exclusivos para que todos realizem os exames seguindo procedimentos iguais."

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