
Na pressão e na sorte. Uma vitória sofrida sobre o Avaí (1 a 0) e a combinação de resultados colocou o Coritiba, ontem, pela primeira vez no grupo da Libertadores. O time chega à última rodada do Brasileiro, no Atletiba, dependendo apenas de si uma vitória para se classificar para o continental de 2012.
Feito que, se conquistado, se transformará em um triunfo duplo, já que, para "fazer a América", necessariamente o Coxa tem de rebaixar o maior rival, dentro do estádio rubro-negro, ampliando a hegemonia em Atletibas não perde um clássico desde 2008.
Depois de passar boa parte do campeonato flertando com a classificação, o time comandado por Marcelo Oliveira viu o que era desejo transformar-se em um objetivo bem palpável. Mas, chegar aos 57 pontos que o colocaram a frente dos concorrentes diretos São Paulo, Internacional, Figueirense e Botafogo, não foi tarefa fácil.
Mesmo jogando no Couto Pereira, o Coxa foi pressionado o tempo todo pelo já rebaixado Leão da Ilha. O Alviverde só fez sua parte aos 40 minutos do segundo tempo, com o gol do zagueiro Jéci, de cabeça, após a cobrança de escanteio de Rafinha. "A pressão aumentava a cada resultado anunciado no placar. Até conversei com o Jonas e o Emerson, falando que precisávamos de um gol", contou o salvador da tarde.
No campo, o resultado levou jogadores às lágrimas; na arquibancada, o torcedor a uma grande festa; mas, entre técnico e dirigentes, o tom era de "já estava previsto".
Tanto que a premiação para os atletas e a programação para 2012, incluindo a Libertadores, já estavam acertadas desde o início do Brasileiro, garante a diretoria. Só a programação do elenco para esta semana que antecede o Atletiba é que ainda será confirmada, hoje. "O caminho ainda é longo e não dá para se entusiasmar. Mas, nesse momento [ontem à noite], estou curtindo a vitória", afirmou o presidente eleito do clube, Vilson Ribeiro de Andrade. "Temos essa semana para fechar o ano de forma brilhante", emendou o técnico Marcelo Oliveira.
Mas nem sempre foi assim. O Coxa passou boa parte da competição rondando as cinco primeiras posições, mas sempre havia uma pedra no caminho (derrota) para frear a subida. Até que a arrancada saiu do papel na 31.ª rodada o time estava a oito pontos do G5.
A partir de então, virou a situação: venceu cinco dos últimos seis jogos (83% de aproveitamento). "Todo mundo oscilou. Estamos dando essa arrancada. É um time guerreiro, equilibrado e com poder de decisão", ressaltou Oliveira.
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Bola Alta
O fundamento mais treinado pelos jogadores do Coritiba nos últimos dias garantiu a vitória sobre o Avaí. "Tem dias que as coisas não andam como a gente quer. Fizemos um jogo muito duro e temos de dar o mérito ao treinador. A jogada de bola parada é muito treinada pelo Marcelo [Oliveira]", declarou o meia Rafinha, que cobrou o escanteio para o gol de Jéci. O técnico destacou que o fundamento é repetido exaustivamente nos CT da Graciosa, tanto para o ataque quanto na defesa. "Muitas bolas alçadas decidem jogos. Quando não dá por baixo, vai por cima", disse ele.







