
O próximo passo do Coritiba, após saber que ficará 10 jogos longe de seu estádio na Segunda Divisão, será responsabilizar e cobrar os verdadeiros culpados: a Torcida Organizada Império Alviverde. De acordo com o vice-presidente do clube, Vilson Ribeiro, o clube deverá cobrar na Justiça cerca de R$ 20 milhões da associação.
"A torcida organizada é uma empresa jurídica. E o Coritiba, a partir de agora, tem todos os prejuízos e vai calcular isso. São todos os dez mandos, além dos cinco já perdidos, ou seja, 15", diz o dirigente, um dos principais combatentes do fim desse tipo de facção. "Vamos entrar com uma ação cível contra a empresa jurídica e seus dirigentes. Pelos meus cálculos, passam de 20 milhões (o prejuízo do Coritiba)".
Outro assunto levantado assim que o julgamento acabou foi a possibilidade de o clube, após receber a notificação do STJD, em Curitiba, confirmando a punição, recorrer à Justiça Comum. Em princípio, a ideia não deverá ir adiante, mas também não foi deixada de lado. "Olha, eu não tenho por hábito emitir juízos ao calor de uma emoção. Já disse que vamos conversar com os advogados. O Coritiba não é um timinho qualquer e nós temos de fazer com que a razão, e não a emoção, presidam as nossas decisões. Vamos ver o que faremos mais à frente", afirmou o presidente do clube, Jairo Cirino.
O dirigente, aliás, foi quem mais pareceu decepcionado com a decisão do STJD. Jair Cirino chegou já com o julgamento em andamento e sentou na primeira fila. Manteve-se imóvel, mas, no fim, mostrou a insatisfação.
"Acredito que quando se pode individualizar os culpados, deve-se fazê-lo para o bem da coletividade. Claro que se considerar a pretensão da Procuradoria, de aplicar 30 jogos, foi satisfatória (a pena). Mas estou satisfeito? Por óbvio que não. A justiça seria o acolhimento da absolvição do Coritiba", disse o presidente do clube.
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