
- Vasco despacha a Avaí e encara o Verdão
- Coritiba vence Ceará e chega à final da Copa do Brasil
- Atendimento aos sócios funciona somente à tarde nesta quinta
- Técnico não confirma se vai poupar jogadores no Brasileiro
- Vasco vence na Ressacada e garante lugar na decisão
- Oliveira considera classificação histórica para clube e estado
Três horas antes de o jogo começar, o trânsito já era intenso nas cercanias do Couto Pereira. E para dificultar ainda mais o acesso ao campo, quarta-feira é dia de novena na vizinha Igreja do Perpétuo Socorro. Quem deixou para chegar próximo ao horário de a bola rolar, às 21h50, enfrentou extrema dificuldade.
Dentro do estádio, ainda muito cedo, os torcedores já começavam a ocupar os seus lugares. Na curva onde fica a torcida organizada, eram estendidas faixas brancas com o nome do clube, enquanto dos alto-falantes se ouvia, sem parar, "Coxa, Coxa, Coxa".
"Decidi chegar com bastante antecedência, pois na partida com o Palmeiras acabei entrando atrasado. Além disso, é bom para ir matando a ansiedade. Desde o primeiro confronto com o Ceará, na semana passada, eu estava esperando chegar o dia de hoje [ontem]. Não aguentava mais ficar em casa", declarou o militar aposentado Jamil Mello, 59 anos.
A expectativa era idêntica entre a molecada. Agitados, conversando sem parar, estavam Ben e dois Daniel, o Paciornik e o Weishof. Entre eles, uma certeza: é a melhor fase do Alviverde desde que eles se tornaram torcedores.
"O Coxa jogou mal em 2009 [ano do rebaixamento para a Segunda Divisão], se recuperou em 2010 e agora está perto de um grande título. É muito legal", disse Daniel Weishof, 11. "O time está muito bom desde o começo do ano. É muita emoção", disse Ben Lerner, também 11. "Está muito bom vir nos jogos", completou Daniel Paciornik, 10.
Às 21 horas, ecoou o grito de "Verdão-eô", preparando a galera para o que estava por vir. Veio a seguir uma estrondosa vaia para dirigentes do Ceará que passaram pelo gramado rumo ao setor de visitantes. Bem diferente foi a recepção, calorosa, para os dois goleiros do Coxa, o titular Édson Bastos e o reserva Vanderlei, durante o aquecimento.
A confiança era absoluta do lado verde-e-branco em busca da classificação para a final da Copa do Brasil. "Acompanhamos o trabalho durante a semana, a palestra do treinador, acreditamos na vitória. Tudo foi feito para isso", afirmou o vice-presidente do Coritiba Vilson Ribeiro de Andrade. O dirigente confirmou ontem que o clube está próximo de alcançar a marca de 28 mil associados.
Com a bateria da organizada soando forte, a 30 minutos do início da partida, e a formação da tradicional "ola", o clima esquentou definitivamente. Até que na subida da equipe do vestiário para o campo, a explosão na arquibancada. Uma queima de fogos de artifício e um grande número de mascotes acompanharam os últimos minutos antes da disputa pela sobrevivência na competição. A tensão cresceu com a demora para a definição da vaga inédita. Que tardou, mas veio com o gol de Anderson Aquino, libertando da agonia milhares de coxas.



