
Monza, Itália - Da nova geração de supertalentos da Fórmula 1, só faltava Sebastian Vettel conquistar a primeira vitória. E ontem, para reforçar ainda mais a imagem de campeão do mundo em potencial, o alemão da ascendente equipe Toro Rosso venceu de forma brilhante o GP da Itália, no desafiador circuito de Monza, em especial na chuva. Tornou-se, aos 21 anos, 2 meses e 12 dias, o mais jovem piloto a vencer na F-1.
Enquanto isso, Felipe Massa, da Ferrari, chegou apenas na sexta colocação, mas, como seu principal adversário na luta pelo título, o inglês Lewis Hamilton, da McLaren, foi o sétimo colocado, o brasileiro está agora a apenas um ponto do rival na classificação do campeonato: 78 a 77.
"É inacreditável, nunca vou esquecer este dia, o mais feliz da minha vida. Eu nunca vou esquecer aquela imagem da torcida, embaixo do pódio, minha equipe, minha família, todos lá", disse Vettel. "Quando ouvi o hino da Alemanha e depois o da Itália, quase chorei", completou o piloto alemão.
Vettel é da equipe Toro Rosso, que até o fim de 2005 chamava-se Minardi, a mais modesta da Fórmula 1, que nunca ganhou uma prova em 20 anos de história. "Recebemos a ajuda do Centro de Tecnologia da Red Bull, somos em cerca de 160 pessoas, em Faenza, e todos podem hoje (ontem) dormir com essa sensação de já terem vencido na Fórmula 1", afirmou o piloto alemão.
Os números expressam com fidelidade o que a Fórmula 1 ganhou com a competência e simplicidade de Sebastian Vettel. Agora o mais jovem piloto da história a vencer um GP, ele deixou para trás ninguém menos do que o espanhol Fernando Alonso, que em 2003 ganhou na Hungria com 22 anos. No sábado, Vettel já tinha se tornado o mais jovem a estabelecer uma pole position na Fórmula 1. Na ocasião, também superou Alonso, que tinha o recorde desde 2003, na Malásia, quando tinha 21 anos e 7 meses.
A vitória representa também o sucesso de dois profissionais experientes, que transformaram a Toro Rosso numa equipe vitoriosa em apenas dois anos e meio: o ex-piloto austríaco Gerhard Berger, que é sócio e diretor da escuderia, e Giorgio Ascanelli, o diretor-técnico, que já foi engenheiro de pista de Nelson Piquet e Ayrton Senna.
"É difícil aceitar que Vettel não estará conosco ano que vem, mas faz sentido. A Red Bull permitiu que ele chegasse até aqui", comentou Berger, lembrando que o piloto alemão vai para a Red Bull na próxima temporada da Fórmula 1. Já Ascanelli se lembrou da sua última vitória em Monza. "Eu trabalhava na Ferrari, em 1988. Coincidentemente, a conquistamos com Berger."
Vettel citou Ascanelli como uma das razões do crescimento da Toro Rosso. "Ele redimensionou nosso time, todos trabalham altamente estimulados", elogiou o piloto.
"Apenas os fiz ver que eram capazes de produzir muito mais", respondeu o diretor.




