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Símbolo de coalizão entre diretoria e atletas, o lateral Triguinho – mesmo sem condições físicas – é incorporado ao grupo alviverde de pré-temporada

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Veja o que são posições vendidas e o que o Banco Central vai fazer (Foto: )

Foz do Iguaçu - No domingo passado, um dia antes da reapresentação do elenco do Coritiba para a pré-temporada, o lateral-esquerdo Tri­­gui­nho não sabia onde estaria hoje, sexta-feira. Temia ficar en­­cos­ta­do. Mas, mesmo sem condição física alguma, tornou-se figura emblemática da pré-temporada coxa-branca.

Em recuperação da fratura na perna esquerda, que sofreu no dia 2 de novembro de 2010, cinco ro­­dadas antes do fim da Série B, o jo­­gador comemora o fato de poder fa­­zer parte do grupo du­­rante a preparação para o ano de 2011 – mesmo que o mo­­mento seja de celebrar uma simples cor­­­­rida dentro da piscina.

"Trotei [na água] hoje pela pri­­meira vez [desde a lesão]", disse Triguinho. "Estou muito feliz. Comigo não tem hora ruim. Ho­­je [ontem] completa dois meses e quatro dias da operação. Prati­ca­mente dezembro inteiro só fi­­quei em casa, tratando todo dia com fisioterapia. É uma alegria saber que estou aqui e que posso fazer algumas coisinhas já", adicionou, enquanto mostrava a ci­­­­catriz na perna, próxima ao joelho.

Quando chegou ao CT da Gra­­ciosa na segunda-feira, o ala-esquerdo se reuniu com a comissão técnica e a diretoria. Lá ficou definido o que seria melhor para ele.

"A decisão de trazê-lo passou por mim também. Um atleta desse porte não pode ficar isolado em Curitiba", argumentou o técnico Marcelo Oliveira. "Aqui ele está feliz e tem toda condição de se recuperar. Pela cabeça e vontade dele, acho que a volta será antes do prazo", previu o comandante coritibano.

Uma recuperação normal deste tipo de fratura gira em torno de quatro a seis meses. Por enquanto, o atleta é uma espécie de símbolo de coalizão entre diretoria e funcionários dentro do elenco.

Além da lesão, Triguinho também viveu outro pesadelo depois daquela inesquecível partida contra o Bahia, em Salvador. Como seu vínculo com o clube estava prestes a se encerrar, o jogador temeu fi­­car desempregado e sem perspectivas.

"Foi difícil, estava acabando o contrato e não sabia o que iria acontecer. Mas o Vilson [Ribeiro de Andrade, vice-presidente], o [Ernesto] Pedroso [integrante do G9] e o Jair [Cirino, presidente] me deram toda a tranquilidade. Eu estava em um bom momento. Eles viram minha entrega em campo e agradeço muito por terem renovado", afirmou.

O atleta de 31 anos não demorou a descobrir que até a fratura lhe mostraria um "lado bom". "Olha, eu não sabia que era tão querido, tanto pelos jogadores, quanto pelos funcionários do clube", falou, com um amplo sorriso no rosto.

Como a cicatrização da tíbia e da fíbula está ocorrendo normalmente, a previsão é de que em cerca de um mês Triguinho possa dar seus primeiros piques no gramado. O pensamento, no entanto, é mais alto e vai até a reestreia, no Couto Pereira.

"O torcedor pode esperar. Quando estiver dentro de campo, vontade nunca vai faltar. E em bem menos do que quatro meses quero estar de volta", promete.

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