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Memória

Apontado como artífice do “cai-cai”, Borba Filho alega inocência

Ex-treinador do Cascavel afirma que acusações de trinta anos atrás o machucam

O técnico do Cascavel de 1980, Borba Filho, costuma evitar o assunto do jogo de 30 de novembro. Ele ficou marcado para muitos como o responsável por fazer com que os jogadores do Cascavel supostamente simulassem contusões para que a partida fosse encerrada antes do fim. Borba, que hoje trabalha como observador e intermediário em contratações internacionais de jogadores, contesta as acusações.

"Essa história sempre me aborreceu. Não gosto de falar isso, pois machuca. Sempre paguei como vilão da história. Sabia que a sacanagem estava armada", afirmou Borba, que disse ainda que a arbitragem da partida foi danosa ao Cascavel por expulsões que ele aponta como injustificadas e por impedimentos duvidosos. "Se quisesse ser campeão de qualquer maneira, era só não ter comparecido, pois o regulamento dizia que seria 1 a 0 e nós poderíamos perder por cinco gols", completou o treinador.

"Foi preparado para não ser do Cascavel. Ninguém nunca falou do Tito Rodrigues [árbitro da partida] e tive de conviver com isso. A verdade nunca veio à tona", disse.

O ex-treinador revelou estar preparando um livro de memórias no qual irá detalhar o episódio. "Olhando para trás o que fiz na minha carreira, sinto-me feliz e realizado por ter sido campeão com equipes que poucos supunham vencer", concluiu.

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