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Série B

Após cinco meses e só 163 minutos em campo, Kerlon deixa o Paraná

Sem o esperado drible “foquinha”, apenas quatro partidas (nenhuma completa), atacante rompe contrato com o Tricolor

O atacante Kerlon esboça o drible foquinha em treino do Paraná na Vila Capanema. Lance ficou apenas no imaginário da torcida tricolor | Marco Andre Lima/Gazeta do Povo
O atacante Kerlon esboça o drible foquinha em treino do Paraná na Vila Capanema. Lance ficou apenas no imaginário da torcida tricolor (Foto: Marco Andre Lima/Gazeta do Povo)

Sem dribles, sem espetáculo e sem gols... Assim encerrou ontem a passagem do atacante Kerlon pelo Paraná. Em comum acordo com o clube, o jogador de 23 anos, famoso pelo drible foquinha, arrumou as malas e deixou a Vila Capanema antes do fim do contrato que se encerraria em 2 de agosto.

Em silêncio, sem o mesmo alarde da chegada (em 16/1), o jogador deixou para trás um saldo pouco producente ao clube. Em cinco meses na Vila Capa­­nema, ele esteve mais no departamento médico do que em campo – participou de apenas quatro partidas, sem completar um jogo inteiro. Ao todo, foram apenas 163 minutos dentro dos gramados.

O destino do atleta é incerto. Porém, deve retornar ao grupo de negociáveis da Inter de Milão – equipe que detém os seus direitos federativos até junho de 2012.

O diretor de futebol paranista, Guto de Melo, garante que o baixo rendimento do ‘Foca’ não frustrou a expectativa criada em torno dele. "Nós queríamos contar com o Kerlon, mas a lesão [muscular] atrapalhou tudo. Agora vida que segue", diz.

Como saldo, o atacante não passou de uma jogada ineficaz de marketing. Kerlon, logo após vestir a camisa tricolor, precisou de 45 dias para adquirir condições físicas. Diante do Coritiba (em 13/3), uma nova lesão muscular aos 13 minutos de jogo o tirou do clássico – e do restante da competição. Mais um mês afastado. O retorno aos gramados veio diante do Ituiutaba pela Série B – a derradeira partida.

Kerlon não foi encontrado ontem pela reportagem da Gazeta do Povo para comentar o rompimento. Ficou apenas a dívida do discurso ousado que traçou ao fe­­char com o então presidente Aqui­­lino Romani – disse que gostaria de fazer ao menos 15 jogos e anotar de oito a dez gols no Brasileiro.

O momento mais marcante foi o pênalti desperdiçado diante do Rio Branco (9/3). Nesta partida, aliás, Kerlon bateu o recorde de perma­­nência em campo: 63 mintutos.

De acordo com o vice-presidente financeiro, Celso Bitencourt, a presença de Kerlon no elenco foi frutífera – apesar do pífio desempenho atlético.

"É uma boa pessoa, tinha presença de grupo, um caráter excepcional", comenta, para em seguida falar do aspecto monetário.

"O jogador veio de graça", explica. "O clube não teve ônus algum nesta transação", fecha ele, o responsável pela contabilidade na Vila Capanema.

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