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Coritiba

Após conquista, Coxa sofre com o assédio dos clubes da Série A

Diretoria se diz precavida sobre a investida de times da elite aos jogadores que venceram a disputa do Paranaense

Campeão Paranaense, o Coritiba começa a lidar com o assédio de outras equipes. Jogadores importantes, como Ariel e Rodrigo Hef­­fner (este já acertado com o Gua­­rani), e até mesmo o técnico Ney Franco estão na mira de clubes da elite brasileira. Com a projeção oferecida na Série A, segurar a base campeã depende muito da boa vontade dos próprios jogadores e do treinador.

No comando técnico, a permanência de Franco parece certa. Ontem, o Goiás confirmou uma proposta ao treinador e ouviu um sonoro "não". "Procuraram, mas o Ney não sai daqui", diz Vilson Ri­­beiro de Andrade, vice-presidente coxa-branca. "Já conversei com o Ney. Ele recusou uma proposta da Arábia e quer levar o time à Pri­­meira Divisão. Não há a miníma possibilidade de sair daqui".

O próprio Goiás já admite que ser da Primeira Divisão não seduziu o comandante do Coxa: "Não acertou. Está descartado", disse Sid Oliveira Reis, presidente do clube goiano.

Já em campo, a manutenção da equipe que ergueu o caneco estadual não será tão simples. Pro­­postas como a do Guarani por Heffner podem se tornar frequentes. O fato de não estar na Série A pesa, mas o Coritiba disfarça: "Não temos essa preocupação, até porque os jogadores que nos interessam estão blindados", conta An­­drade.

O dirigente se refere aos atletas que considera fundamentais para a campanha pelo acesso nessa temporada. "O Coritiba não tem ninguém aqui que não possa sair, mas nosso contratos estão bem armados", fala.

Um caso que chama a atenção é o de Ariel. O atacante argentino está na mira do Vasco. "Eu não re­­cebi uma ligação, ninguém falou comigo", afirma o diretor coritibano. O contrato do Gringo segue sob mistério: ele ainda não renovou o vínculo, que vence em julho.

O Coritiba afirma ter uma cláusula automática de renovação, baseada na impossibilidade de Ariel fazer um contrato maior, dado o fato de ser estrangeiro e precisar de visto de trabalho no país. "Juridicamente estou com todos os pareceres", garante Andrade.

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